Diversidade genética e resistência antirretroviral em mulheres grávidas de Luanda, Angola
DOI:
https://doi.org/10.51126/pj8gyn41Keywords:
VIH-1; Diversidade genética; Mutações de resistência a droga; AngolaAbstract
Introdução: A vigilância da resistência do HIV-1 aos antirretrovirais é fundamental para assegurar a eficácia da terapia antirretroviral (TARV), sobretudo em populações vulneráveis, como gestantes. Em Angola, os dados sobre a resistência aos ARV e a diversidade genética do HIV-1 permanecem limitados, dificultando a implementação de estratégias terapêuticas baseadas em evidências. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo caracterizar a diversidade genética do HIV-1 e os perfis de resistência aos inibidores da transcriptase reversa (ITRN e ITRNN) e aos inibidores de protease (IP). Material e Métodos: Trata-se de um estudo transversal que incluiu 107 mulheres grávidas diagnosticadas com HIV e em TARV em Luanda, Angola, entre março de 2022 e maio de 2023. As amostras de plasma foram obtidas de gestantes atendidas nas maternidades Lucrécia Paim e Azancot de Menezes, em Luanda, entre 2022 e 2023. Fragmentos dos genes da protease (PR) e da transcriptase reversa (RT) foram sequenciados para a análise da diversidade genética do HIV-1 (REGA) e dos perfis de resistência aos antirretrovirais (HIVdb da Stanford University). Resultados: Um total de 75 sequências foi obtido. A idade média das gestantes foi de 32 ± 6 anos. Os subtipos C e F1 foram predominantes. A prevalência de resistência aos antirretrovirais foi de 26,7% para os PI, 38,7% para os NRTI e 82,7% para os NNRTI. As mutações D30N (PI), D67N (NRTI) e K103N (NNRTI) foram as mais frequentemente observadas. Conclusões: Foi observada elevada prevalência de resistência aos NNRTI e NRTI, especialmente associada às mutações K103N e D67N, que reduzem a eficácia de esquemas baseados em efavirenz, nevirapina e zidovudina. Embora os inibidores de integrase, como o dolutegravir, já integrem os esquemas terapêuticos atualmente utilizados em Angola, os resultados reforçam a importância de manter combinações adequadas de fármacos e de evitar o uso funcional em monoterapia. Assim sendo, o monitoramento genotípico contínuo é essencial para detectar possíveis falhas de TARV, prevenir o acúmulo de MRD e garantir a eficácia sustentada da TARV em mulheres grávidas vivendo com VIH-1 em Angola.
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