Utilização de Medicamentos Potencialmente Inapropriados em idosos com demência: Um Projeto-Piloto
DOI:
https://doi.org/10.51126/7xdg4b27Keywords:
Demência; Doença de Alzheimer; Idosos; Medicamentos Potencialmente Inapropriados; Nursing HomeAbstract
A prevalência de demência é mais elevada em idosos institucionalizados do que em idosos na comunidade (Fagundes et al, 2021). O consumo de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) também é mais elevado na população institucionalizada, o que pode aumentar o risco de eventos adversos e problemas relacionados com medicamentos (Sharma et al, 2024). O objetivo deste trabalho foi analisar o uso de MPI em idosos com demência, residentes numa Estrutura Residêncial para Pessoas Idosas (ERPI), de forma a determinar possíveis intervenções futuras nesta população. Realizou-se um estudo descritivo transversal, utilizando os perfis farmacoterapêuticos de residentes numa ERPI no Algarve, Portugal. Os critérios de inclusão foram diagnóstico médico de demência ou doença de Alzheimer, inscrito no processo da instituição, e a prescrição de dois ou mais medicamentos. Todos os medicamentos consumidos foram identificados através da classificação Anatomical Therapeutic Chemical (ATC). Os MPI foram identificados através da EU(7)-PIM List operacionalizada para Portugal (Rodrigues et al, 2021). A amostra obtida foi de 27 indivíduos, constituída maioritariamente por mulheres (n=20, 74,1%), com idade média de 87,2±6,41 anos. Os participantes consumiam em média 8,3±4,10 medicamentos, sendo que apenas 14,8% não eram polimedicados (<5 medicamentos). A prevalência de consumo de MPI foi de 81,5% (n=22), com um consumo médio individual de 2,1±1,54 e um máximo de 6 MPI. Os MPI com ação no sistema nervoso central (ATC N) foram aqueles que apresentaram maior consumo médio (1,2±1,15), verificando-se uma utilização elevada de medicamentos psicolépticos (N05) (n=15, 55,5%). Especificamente, os ansiolíticos (N05B) foram os consumidos por um maior número de idosos (n=9, 33,3%). Conclui-se que os idosos com demência institucionalizados apresentam elevada prevalência de polimedicação e de consumo de MPI. Considera-se que a revisão da medicação deste grupo populacional deve ser implementada nas instituições, ao ser uma prática essencial para identificar, e potencialmente minimizar, problemas relacionados com medicamentos.
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