Utilização de Modelos de Linguagem de Inteligência Artificial por Nutricionistas em Portugal

Autores

  • Beatriz Fernandes Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal
  • Carolina Andrés Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal
  • Inês Capucho Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal
  • João Garcia Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal
  • João Viola Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal
  • Ezequiel Pinto Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal; Algarve Biomedical Center Research Institute – ABC-RI, Faro, Portugal; Centro de Estudos e Desenvolvimento em Saúde, Universidade do Algarve, Faro, Portugal https://orcid.org/0000-0001-9322-2937
  • Maria Palma Mateus Escola Superior de Saúde – Universidade do Algarve, Faro, Portugal; Algarve Biomedical Center Research Institute – ABC-RI, Faro, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/e1r22z75

Palavras-chave:

Inteligência artificial; nutricionistas; nutrição

Resumo

Introdução: A integração de modelos de linguagem de inteligência artificial (MLIA) no domínio da nutrição representa, como em outras áreas científicas, uma oportunidade emergente (Bibault et al., 2025; Bond et al., 2023; Qin & Tong, 2025). Contudo, existem desafios à sua implementação correta, relacionados com a literacia digital, a confiança nos algoritmos e a adaptação à prática profissional (Belkhouribchia et al., 2025; Iqbal et al., 2025; Yu et al., 2025). Objetivos: Este estudo teve como objetivos determinar a prevalência de utilização de MLIA, identificar práticas específicas de uso, avaliar o nível de conhecimento e de confiança atribuídos a estas ferramentas. Material e métodos: Realizou-se um estudo quantitativo, descritivo e transversal, através de questionário digital, numa amostra não probabilística de 75 nutricionistas inscritos na Ordem dos Nutricionistas, recrutados através de contactos diretos ou por divulgação institucional. Resultados: Dos participantes, 73,3% referiram utilizar MLIA para fins profissionais, com periodicidade mais associada a “Frequentemente” (29,3%) ou “Às vezes” (22,7%), e com predominância significativa (p<0,001) na área da nutrição clínica (70,9%). Entre 1 (“Pouco”) e 4 (“Muito”), a maioria dos participantes (61,3%) reportou um nível 2 (“Algum”)” de conhecimento sobre MLIA. Os participantes usam os MLIA mais frequentemente para atualização de conhecimentos (26,7%) e para apoio na elaboração de recomendações alimentares e nutricionais (25,3%). Dos utilizadores, apenas 32,7% considera a informação fornecida pelos MLIA como sendo de confiança. Conclusões: Conclui-se que MLIA estão a ser integrados na prática nutricional, maioritariamente na nutrição clínica, e que uma proporção importante dos utilizadores considera-se neutro ou revela desconfiança com a qualidade da informação. A promoção da literacia digital e o reforço da investigação científica nesta área são fundamentais para garantir uma adoção informada, segura e ética destas tecnologias.

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Publicado

2026-03-19

Como Citar

Utilização de Modelos de Linguagem de Inteligência Artificial por Nutricionistas em Portugal. (2026). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/e1r22z75

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