A complexidade da farmacoterapia em idosos longevos e polimedicados residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI)

Autores

  • Amanda Andrade Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Faro, Portugal; Faculty of Pharmacy, Pharmacology Department, University of Seville, Seville, Spain
  • Ezequiel Pinto Escola Superior de Saúde, Universidade do Algarve, Faro; Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC-RI), Faro, Portugal https://orcid.org/0000-0001-9322-2937
  • Helena Leitão Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC-RI), Faro; Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas, Universidade do Algarve, Faro, Portugal https://orcid.org/0000-0001-6596-2671
  • Rocío de la Puerta Faculty of Pharmacy, Pharmacology Department, University of Seville, Seville, Spain https://orcid.org/0000-0001-8996-8015
  • Tânia Nascimento Escola Superior dAlgarve Biomedical Center Research Institute (ABC-RI), Faro, Portugal https://orcid.org/0000-0003-2429-7374

DOI:

https://doi.org/10.51126/rxbx7z89

Palavras-chave:

Complexidade da Farmacoterapia; ICRM; Idosos; Nursing Homes; Polimedicação

Resumo

Os avanços nos cuidados de saúde proporcionam maior qualidade de vida e, consequentemente, envelhecimento populacional. Os idosos institucionalizados são, na sua maioria, polimedicados e sob elevada complexidade farmacoterapêutica, exigindo cuidados e profissionais capacitados para a sua gestão (Alves-Conceição et al., 2018; Andrade et al., 2024). Este estudo visa caracterizar a complexidade do regime medicamentoso de idosos longevos e polimedicados, no Algarve, Portugal. Foi realizado um estudo descritivo transversal com idosos longevos (≥85 anos) e polimedicados (≥5 medicamentos), institucionalizados numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), selecionada por conveniência. A complexidade da farmacoterapia foi calculada com base na ferramenta Índice da Complexidade do Regime Medicamentoso, adaptada para o português (ICRM) (Melchiors et al., 2007). Dos 58 pacientes incluídos no estudo, 75,9% (n=44) eram mulheres, com média de idade de 91,1±4,57 anos, que administravam uma média de 9±3,21medicamentos. Cerca de 41% (n=24) dos idosos foram considerados excessivamente polimedicados (≥10 medicamentos). O ICRM médio foi de 18,2±7,85 pontos, e 50% (n=29) dos idosos apresentou um ICRM considerado elevado (≥16,5 pontos). A frequência da toma de cada medicamento foi o indicador com maior impacto no ICRM total (média 9,9±3,58 pontos), seguido do indicador relacionado com instruções e cuidados adicionais para cada medicamento (média 5,2±3,35). O ICRM foi semelhante entre os sexos (p=0,993), mas apresentou uma correlação positiva forte tanto com o número de medicamentos (R=0,821; p<0,001), como com a idade (R=0,927; p=0,012). Os idosos longevos e polimedicados apresentam uma elevada complexidade farmacoterapêutica, muito relacionada com a elevada frequência de administração de cada medicamento. A revisão da medicação pode ser uma intervenção que contribua para uma melhor gestão da farmacoterapia e para a diminuição de problemas relacionados com medicamentos.

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Publicado

2026-03-19

Como Citar

A complexidade da farmacoterapia em idosos longevos e polimedicados residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). (2026). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/rxbx7z89

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