Nível de satisfação e competências em genética médica em universitários angolanos da Escola Superior de Saúde Castelo (ESSCA) com o uso das tecnologias educativas
DOI:
https://doi.org/10.51126/57fnww70Palavras-chave:
Tecnologias educacionais; Processo ensino-aprendizagem; Canal Youtube GenomicienciaResumo
Introdução: O ensino superior está passando por uma transformação digital irreversível, acelerada pela pandemia e consolidada pela necessidade de adaptação às demandas da sociedade do conhecimento. Objetivo: Demonstrar a eficácia da estratégia tecnológica educacional Genomiciencia-Flipped-Classroom do canal do YouTube no processo de ensino-aprendizagem de estudantes universitários angolanos na disciplina de genética humana. Metodologia: Foi realizado um estudo quase experimental. Foram utilizados dois grupos: o grupo controle, que recebeu o método de ensino tradicional (Método expositivo com participação passiva dos alunos perante aulas teóricas e teóricas práticas) durante o segundo semestre do ano letivo de 2023-2024, e o grupo experimental, que recebeu a nova estratégia de educação tecnológica (um canal youtube criado pelo investigador principal. Eles interagiram com a conferência pela primeira vez, e logo apresentaria na sala de aulas (Sala de Aula Invertida e logo aulas teóricas práticas) com pouca participação do professor e participação ativa dos estudantes, durante o segundo semestre do ano letivo 2024-2025. Foi calculado o Índice de Satisfação Global (ISG) de Iadov. Resultados: O ISG da nova experiência foi de 0,46. As categorias muito satisfeito e satisfeito predominaram, com 64,4%. Os alunos estavam mais satisfeitos com o controle sobre o próprio conhecimento (ISG = 0,56), maior capacidade de aprendizagem (ISG = 0,50) e a disponibilidade da literatura para resolução de problemas (ISG = 0,50). No entanto, os itens com os quais se sentiram menos satisfeitos foram: trabalho em equipe (ISG = 0,37), e método de ensino (ISG = 0,38). Relacionado à eficácia de ambos os métodos, o grupo controle apresentou taxas de alunos aprovados superiores às do grupo experimental. O grupo controlo apresentou taxas de aprovação de 72,7% superiores às do grupo experimental (54,4%) (p=0,0010). Conclusão: O novo método de ensino teve uma eficácia de alunos aprovados de 54,4% na aquisição de competências e habilidades. Apesar da satisfação adequada dos alunos com o novo método (ISG = 0,46), este não foi eficaz na aquisição de competências e habilidades, evidenciado pelas taxas de aprovação superiores do grupo controlo. Esse resultado permite refletir que as tecnologias educacionais devem se tornar uma política institucional e que a transição para esses métodos de ensino inovadores deve ser gradual.
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