Aderência ao tratamento de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis em uma instituição de saúde angolana. Período 2023 - 2025

Autores

  • Silvina Domingos de Castro Instituto Superior Politécnico “Alvorecer da Juventude”, Departamento de Ciências da Saúde, Luanda, Angola
  • Carlos López Costa Instituto Superior Politécnico “Alvorecer da Juventude”, Departamento de Ciências da Saúde, Luanda, Angola
  • Roberto Lardoeyt Ferrer Instituto Superior Politécnico “Alvorecer da Juventude”, Departamento de Ciências da Saúde, Luanda, Angola; Instituto Superior Politécnico Atlântida, Departamento de Investigação Científica e Pós-graduação, Luanda, Angola
  • Maribel Caballero Riveri Instituto Superior Politécnico Atlântida, Departamento de Investigação Científica e Pós-graduação, Luanda, Angola
  • Jovelino Kuanzambi Escola Superior de Saúde Castelo (ESSCA), Coordenação de Fisiologia, Luanda, Angola

DOI:

https://doi.org/10.51126/ywzr3182

Palavras-chave:

Doenças crônicas não transmissíveis; Aderência ao tratamento; Fatores de risco

Resumo

Introdução: A aderência ao tratamento por parte de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) representa um dos maiores desafios enfrentados pelos sistemas de saúde em todo o mundo. Objetivo: Analisar os fatores associados à adesão ao tratamento em pacientes com DCNT atendidos na ClaraPro Medical Services, no período de 2023 até o primeiro semestre de 2025. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, analítico transversal, baseado na revisão dos processos clínicos de pacientes com DCNT atendidos durante o período em análise. A adesão ao tratamento foi avaliada por meio do teste de Morisky-Green, classificando os pacientes em aderentes e não aderentes. Resultados: Verificou-se que aproximadamente metade dos pacientes não aderiam corretamente ao tratamento prescrito. A pior adesão foi observada na faixa etária entre 40 e 58 anos (χ² = 6,603; p = 0,038). O sexo e o consumo de bebidas alcoólicas não demonstraram influência significativa na adesão. A diabetes mellitus foi a condição com menor taxa de aderência. Fatores como dificuldade na aquisição de medicamentos (χ² = 7,016; p = 0,010), uso de múltiplas doses diárias (χ² = 4,998; p = 0,047) e baixo conhecimento sobre a doença (χ² = 38,324; p = 0,000) mostraram associação estatisticamente significativa com a não adesão ao tratamento. Conclusão: A baixa aderência ao tratamento entre pacientes com DCNT está associada, sobretudo, a dificuldades no acesso aos medicamentos, esquemas terapêuticos complexos e insuficiente compreensão sobre a própria condição de saúde. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias educativas, acompanhamento contínuo e revisão dos protocolos terapêuticos.

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Publicado

2026-03-19

Como Citar

Aderência ao tratamento de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis em uma instituição de saúde angolana. Período 2023 - 2025. (2026). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/ywzr3182