A experiência das mães na alimentação do prematuro
DOI:
https://doi.org/10.51126/fmyfrq40Palavras-chave:
Recém-nascido prematuro; Alimentação oral; Guia orientador; ParentalidadeResumo
Introdução: A alimentação oral segura é um marco essencial no desenvolvimento do recém-nascido prematuro (RNP), com impacto direto no seu neuro desenvolvimento. Apoiar estas crianças implica reconhecer a complexidade da transição alimentar e integrar os pais como cuidadores ativos. O Guia Orientador da Alimentação do Prematuro (GOAP) surge como estratégia para promover cuidados individualizados e a capacitação parental. Objetivo: Conhecer a opinião dos pais de RNP alimentados segundo o GOAP sobre as experiências durante a transição da alimentação por sonda para a alimentação oral, durante o internamento em UCIN e nas quatro semanas após a alta hospitalar. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo. Aplicação de formulário estruturado a 35 mães de RNP. A recolha de dados foi realizada por contacto telefónico, quatro semanas após a alta. A análise estatística descritiva. Resultados: Todas as mães referiram que o GOAP influenciou positivamente o seu comportamento durante a alimentação do seu filho após a alta. Todas as mães (100%) consideraram-no útil para a interpretação dos sinais comportamentais do seu filho e, 97% das mães avaliaram o GOAP como "muito adequado". Após a alta, a maioria seguiu as práticas neuroprotetoras recomendadas pelo GOAP: método canguru; sucção não nutritiva; posição lateral semi elevada; alimentação de acordo com as pistas do RNP. Na quarta semana após a alta 49% das mães amamentavam exclusivamente vs 23% na alta e, 91% não sentiu dificuldades na alimentação em casa, nem recorreu a apoio profissional. Conclusões: O GOAP demonstrou ser uma ferramenta eficaz na promoção das competências parentais relacionadas com a alimentação dos RNP, desde o internamento, promovendo a sua participação informada e ativa nos cuidados (Cunha et al., 2024). Simultaneamente, constitui uma referência estruturada para a prática clínica, ao assegurar orientações claras e consistentes, ancoradas na interpretação dos sinais comportamentais do bebé, em consonância com a evidência científica disponível (Lubbe, 2018; Thomas et al., 2021).
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