A experiência das mães na alimentação do prematuro

Authors

  • Florbela Neto Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal https://orcid.org/0000-0001-8148-5588
  • Margarida Reis Santos Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Porto, Portugal
  • Ana Paula Marques França Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto, RISE-Health, Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/fmyfrq40

Keywords:

Recém-nascido prematuro; Alimentação oral; Guia orientador; Parentalidade

Abstract

Introdução: A alimentação oral segura é um marco essencial no desenvolvimento do recém-nascido prematuro (RNP), com impacto direto no seu neuro desenvolvimento. Apoiar estas crianças implica reconhecer a complexidade da transição alimentar e integrar os pais como cuidadores ativos. O Guia Orientador da Alimentação do Prematuro (GOAP) surge como estratégia para promover cuidados individualizados e a capacitação parental. Objetivo: Conhecer a opinião dos pais de RNP alimentados segundo o GOAP sobre as experiências durante a transição da alimentação por sonda para a alimentação oral, durante o internamento em UCIN e nas quatro semanas após a alta hospitalar. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo. Aplicação de formulário estruturado a 35 mães de RNP. A recolha de dados foi realizada por contacto telefónico, quatro semanas após a alta. A análise estatística descritiva. Resultados: Todas as mães referiram que o GOAP influenciou positivamente o seu comportamento durante a alimentação do seu filho após a alta. Todas as mães (100%) consideraram-no útil para a interpretação dos sinais comportamentais do seu filho e, 97% das mães avaliaram o GOAP como "muito adequado". Após a alta, a maioria seguiu as práticas neuroprotetoras recomendadas pelo GOAP: método canguru; sucção não nutritiva; posição lateral semi elevada; alimentação de acordo com as pistas do RNP. Na quarta semana após a alta 49% das mães amamentavam exclusivamente vs 23% na alta e, 91% não sentiu dificuldades na alimentação em casa, nem recorreu a apoio profissional. Conclusões: O GOAP demonstrou ser uma ferramenta eficaz na promoção das competências parentais relacionadas com a alimentação dos RNP, desde o internamento, promovendo a sua participação informada e ativa nos cuidados (Cunha et al., 2024). Simultaneamente, constitui uma referência estruturada para a prática clínica, ao assegurar orientações claras e consistentes, ancoradas na interpretação dos sinais comportamentais do bebé, em consonância com a evidência científica disponível (Lubbe, 2018; Thomas et al., 2021).

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Published

2026-03-19

How to Cite

A experiência das mães na alimentação do prematuro. (2026). RevSALUS - International Scientific Journal of the Academic Network of Health Sciences of Lusophone, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/fmyfrq40