Cardiotoxicidade: avaliação do strain da aurícula esquerda por ETT
DOI:
https://doi.org/10.51126/r5ygsk21Palavras-chave:
Cardiotoxicidade; Quimioterapia; Ecocardiograma transtorácico; Strain da aurícula esquerda; peak atrial longitudinal strain (PALS)Resumo
Introdução: O cancro da mama é uma das neoplasias malignas mais prevalentes, sendo a cardiotoxicidade induzida pelo tratamento com Antraciclinas e Trastuzumab uma complicação importante, associada a disfunção miocárdica e insuficiência cardíaca. O Ecocardiograma Transtorácico (ETT) é considerado o método gold-standard na avaliação da função cardíaca, sendo a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e o strain longitudinal global (GLS) os principais parâmetros utilizados para a deteção precoce de cardiotoxicidade. O strain da aurícula esquerda (AE) representa a deformação miocárdica desta estrutura e a sua avaliação é realizada com base em três parâmetros principais entre os quais se destaca o peak atrial longitudinal strain (PALS) por melhor refletir a função global da AE. O strain da AE surge, deste modo, como um potencial marcador precoce de cardiotoxicidade induzida pela quimioterapia. Objetivo: Avaliar o strain da aurícula esquerda, por ETT, como preditor de cardiotoxicidade, em diferentes fases do tratamento com Antraciclinas e Trastuzumab, em mulheres com neoplasia da mama. Material e métodos: Estudo retrospetivo, descritivo e correlacional. População: 51 mulheres com neoplasia da mama, com idade igual ou superior a 18 anos. Variáveis de caracterização: idade, peso, altura, superfície corporal e raça. Variáveis de investigação: velocidade de pico da onda E, velocidade de pico da onda A, relação E/A, velocidade da onda e’ septal, velocidade da onda e’ lateral, relação E/e’ médio, volume indexado biplanar da AE, velocidade máxima do fluxo sistólico da regurgitação tricúspide, GLS, FEVE e PALS - analisadas através do software EchoPAC™ (versão 206). Resultados: Foi identificada cardiotoxicidade em 9 mulheres, nas quais se observaram alterações funcionais precoces, com reduções significativas das velocidades das ondas e’ septal e e’ lateral. A função sistólica apresentou diferenças significativas entre grupos, tanto na FEVE como no GLS, evidenciando disfunção contrátil progressiva, enquanto o PALS revelou alterações significativas apenas no ETT 2, sugerindo disfunção auricular precoce não sustentada. Conclusão: O GLS e a FEVE foram os parâmetros ecocardiográficos mais sensíveis nos grupos com e sem cardiotoxicidade. As velocidades das ondas e’ septal e lateral permitiram identificar alterações da função diastólica em fases intermédias, enquanto o PALS, demonstrou capacidade discriminativa precoce.
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