O impacto da hipertensão arterial no desempenho cognitivo
DOI:
https://doi.org/10.51126/hvry2v48Palavras-chave:
Hipertensão arterial; Desempenho cognitivo; Funções executivas; Eletrocardiograma; Declínio cognitivoResumo
Introdução: A hipertensão arterial é um fator de risco cardiovascular com elevada prevalência na população adulta. Para além dos seus efeitos sobre o sistema cardiovascular, pode interferir com os mecanismos homeostáticos cerebrovasculares, comprometendo a perfusão e o metabolismo cerebral, com repercussões negativas no desempenho cognitivo. Está particularmente associada a alterações nas funções executivas, frequentemente um dos primeiros domínios a ser afetado em contextos patológicos. Objetivo: Avaliar o desempenho cognitivo em indivíduos normotensos e hipertensos. Material e métodos: Estudo descritivo e transversal. A amostra (N=24) foi dividida em dois grupos com igual número de elementos: normotensos (Grupo A) e hipertensos (Grupo B), com idades compreendidas entre os 30 e os 65 anos. Critérios de inclusão: indivíduos de ambos os sexos, de qualquer raça/etnia. Critérios de exclusão: indivíduos com diagnóstico prévio de outras doenças cardiovasculares, patologias do foro psicológico/psiquiátrico e grávidas. Os dados foram recolhidos através de um questionário, medições da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), realização de eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e aplicação de testes para avaliação das funções executivas: Frontal Assessment Battery (FAB) e Trail Making Test (TMT). Foi realizada análise estatística descritiva dos dados, com cálculo de medidas de tendência central (média, mediana) e de dispersão (desvio-padrão). Resultados: O Grupo A apresentou valores normais de pressão arterial e ausência de critérios eletrocardiográficos para hipertrofia ventricular esquerda (HVE). A média do score na FAB foi de 16,71. No TMT, os tempos médios foram de 38,96 segundos (Parte A) e 86,95 segundos (Parte B). O Grupo B incluía indivíduos com valores compatíveis com hipertensão arterial de grau 1, sem critérios eletrocardiográficos para HVE. A média do score na FAB foi de 15,29. No TMT, os tempos médios foram de 40,78 segundos (Parte A) e 69,02 segundos (Parte B). Conclusão: Verificou-se uma tendência para um desempenho inferior na FAB em indivíduos hipertensos, comparativamente aos normotensos. No entanto, essa diferença não se refletiu nos tempos de execução do TMT, que foram semelhantes entre ambos os grupos.
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