Importância do Dantroleno no Perioperatório na Gestão da Hipertermia Maligna: Implicações para a Prática de Enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.51126/5eyh1g53Palavras-chave:
Dantroleno; Hipertermia Maligna; Enfermagem Perioperatória; Segurança do Doente; AnestesiaResumo
Introdução: A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, que se caracteriza por uma reação hipermetabólica do músculo-esquelético, potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos voláteis e relaxantes musculares. O dantroleno sódico atua através da inibição da libertação de cálcio do retículo sarcoplasmático, interrompendo a crise metabólica, fundamental para a segurança anestésica (1). Compreender o papel do dantroleno e a competência do enfermeiro do perioperatório na sua administração é crucial para prevenir complicações fatais durante procedimentos anestésicos. Objetivo: Avaliar a importância clínica e utilização do dantroleno no perioperatório, bem como o papel da equipa de enfermagem na sua administração e resposta à HM. Material e Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed e Google Scholar, entre 2023 e 2025, utilizando a frase boleana ("dantrolene") AND ("anesthesia") AND ("malignant hyperthermia") AND ("perioperative nursing"). Os critérios de inclusão foram artigos de texto integral publicados, artigos de revisão e estudos originais. Os critérios de exclusão definidos foram as publicações anteriores a 2010 e artigos que não abordem o objetivo do trabalho. Após aplicação dos critérios de seleção foram analisados 10 artigos. Resultados e Discussão: Os estudos analisados confirmam que o dantroleno é o único medicamento para tratamento da HM, sendo determinante que a sua administração ocorra nos primeiros 5-10 minutos após o início dos sintomas. A administração precoce do fármaco reduz significativamente a mortalidade. A literatura destaca a importância do armazenamento do dantroleno no bloco operatório, de forma a reduzir o tempo de administração do mesmo. O enfermeiro do perioperatório foi identificado como o primeiro a reconhecer os sinais clínicos precoces, como hipercapnia e rigidez muscular. A formação em simulação permitiu reduzir o tempo de preparação do dantroleno em 30% e melhorar a decisão. A maior parte das instituições não dispõem de dantroleno, sendo essa ausência justificada pelo custo elevado e baixa incidência de HM. Conclusão: A disponibilidade imediata do dantroleno constitui um elemento vital para a salvaguarda da vida do utente. O enfermeiro do perioperatório assume um papel fundamental na administração e monitorização do fármaco, bem como na vigilância clínica e ativação dos protocolos de emergência. A formação contínua, simulação clínica e a implementação de políticas institucionais que assegurem a acessibilidade ao dantroleno são pilares estruturantes para a segurança do doente, de forma a reduzir a morbimortalidade associada à HM.
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