Consumo de Álcool em Estudantes do Ensino Superior: Ressaca e Abordagem Farmacológica
DOI:
https://doi.org/10.51126/r1bca824Palavras-chave:
Síndrome de ressaca alcoólica; álcool, fármacos; estudantes Ensino SuperiorResumo
Introdução: A Síndrome de Ressaca Alcoólica (SRA) corresponde a um conjunto de sintomas físicos e psicológicos adversos que surgem após um único episódio de consumo de álcool. Apresenta elevada prevalência entre jovens adultos, permanecendo pouco estudada e sem terapêuticas validadas (Verster et al., 2020). O seu potencial impacto académico e social justifica a análise de padrões de ocorrência e estratégias de mitigação. Objetivos: Avaliar a prevalência, os padrões da SRA e as estratégias utilizadas para o alívio dos seus sintomas por estudantes do primeiro ano Ensino Superior (ES). Metodologia: Foi elaborado e aplicado um inquérito online, anónimo e confidencial. Foram critérios de inclusão ter 18 anos ou mais e frequentar o primeiro ano do ES em Portugal no ano letivo 2023/24. A análise estatística incluiu procedimentos descritivos e inferenciais, realizados no software SPSS v.29. O protocolo obteve aprovação da Comissão de Ética da Egas Moniz (PT-223/24), com garantia de consentimento informado. Responderam ao questionário 563 participantes, dos quais 92 cumpriram os critérios de inclusão. Resultados: Os resultados revelaram que 93,5% dos estudantes consumia álcool, com 7,0% a referir uma frequência de ingestão de três ou mais vezes por semana. De salientar que 41,9% referiu que aumentou o consumo com a entrada no ES. Uma percentagem preocupante (41,9%) assumiu binge drinking, consumindo cinco ou mais bebidas por ocasião. 72,1% dos estudantes referiu já ter sentido ressaca, com 40,3% a mencionar sintomas ligeiros e 9,7% ressacas graves ou muito graves. O recurso a medicamentos para aliviar a SRA foi referido por 41,9%, metade dos quais indicou consumir paracetamol e 38,5% ibuprofeno. As medidas não farmacológicas foram utilizadas por 41,9% dos estudantes. Questionados sobre a alteração do padrão de consumo de álcool caso existisse medicação eficaz contra a SRA, apenas 16,3% admitiu que aumentaria o consumo. Conclusões: A elevada prevalência de SRA entre estudantes do primeiro ano enfatiza a necessidade de aumentar a literacia em saúde, programas de educação em saúde e políticas para reduzir consumos excessivos. A eficácia limitada das abordagens atuais da SRA sugere a necessidade de intervenções farmacológicas inovadoras, eficazes e seguras.
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