Adesão dos Profissionais de Saúde às Precauções Básicas de Controlo de Infeção: Fatores Determinantes. Scoping Review
DOI:
https://doi.org/10.51126/qnt20g17Palavras-chave:
Conhecimento; Controle de infeções; Precauções Universais; Profissional de SaúdeResumo
Introdução: As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) constituem um problema de saúde pública global, com impacto significativo na morbilidade, mortalidade e nos custos institucionais. As precauções básicas de controlo de infeção (PBCI) são fundamentais para prevenir a transmissão cruzada de microrganismos e garantir a segurança de doentes e profissionais de saúde. Contudo, a adesão a estas práticas permanece aquém do desejável, sendo condicionada por fatores de natureza individual, organizacional e contextual. Objetivo: Identificar e mapear os fatores determinantes que influenciam a adesão dos profissionais de saúde às PBCI, reconhecendo as barreiras e facilitadores que condicionam a prática segura e a cultura de prevenção nas instituições de saúde. Material e Métodos: Realizou-se uma scoping review segundo a metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI). A pesquisa bibliográfica foi conduzida nas bases de dados CINAHL® Plus with Full Text, Nursing & Allied Health Collection (via EBSCO) e MEDLINE® (via PubMed), incluindo estudos quantitativos, qualitativos e mistos publicados entre 2019 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. O processo de seleção seguiu as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). Resultados: Foram incluídos 11 estudos que evidenciam a influência de múltiplos fatores na adesão dos profissionais de saúde às PBCI. Entre os principais fatores condicionantes destacam-se a formação e treino insuficientes, a indisponibilidade de materiais, a falta de apoio institucional, a experiência profissional e o défice de consciencialização para o risco de infeção. Em contrapartida, a formação contínua, a existência de protocolos institucionais, o feedback sistemático e a monitorização das práticas revelaram-se facilitadores significativos para a melhoria da adesão. Conclusões: A adesão às PBCI pelos profissionais de saúde continua abaixo do desejável, reforçando a necessidade de estratégias organizacionais e educativas que promovam a cultura de segurança e o compromisso profissional com a prevenção de infeções. A implementação de programas de formação contínua, auditorias internas e políticas institucionais consistentes constitui um eixo central para a melhoria da qualidade e da segurança dos cuidados de saúde.
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