Comportamento da tibiotársica na sequência de movimento de sentado para de pé em crianças prematuras
DOI:
https://doi.org/10.51126/7bj4mt14Keywords:
Prematuridade; paralisia cerebral; sequência de movimento de sentado para de pé; controlo postural; Conceito BobathAbstract
A prematuridade constitui um fator de risco para a ocorrência de lesões ao nível do sistema nervoso central, sobretudo em idades gestacionais inferiores a 36 semanas em que potencia o desenvolvimento de paralisia cerebral (PC) - diplegia espástica. A sequência de movimento de sentado para de pé (SPP), sendo uma das aprendizagens motoras que exige um controlo postural (CP) ao nível da tibiotársica, revela ser uma tarefa funcional frequentemente comprometida em crianças prematuras com e sem PC. Objetivo(s): Descrever o comportamento dos músculos da tibiotársica, tibial anterior (TA) e solear (SOL), relativamente ao timing de ativação, magnitude e co-ativação muscular durante a fase I e início da fase II da sequência de movimento de SPP realizada por cinco crianças prematuras com PC do tipo diplegia espástica, sujeita a um programa de intervenção baseado nos princípios do Conceito Bobath e cinco crianças prematuras sem diagnóstico de alteração neuromotoras. Métodos: Foram avaliadas 10 crianças prematuras, cinco com PC e cinco sem diagnóstico de alterações neuromotoras. Recorreu-se à eletromiografia de superfície para registar parâmetros musculares, nomeadamente timings, magnitudes e valores de co-ativação dos músculos TA e SOL, associados à fase I e inico da fase II da sequência de movimento de SPP. E, procedeu-se ao registo de imagem de modo a facilitar a avaliação dos componentes de movimento associados a esta tarefa. Nas crianças sem diagnóstico de alterações neuromotoras, foi efetuado um único momento de avaliação. Nas crianças com diagnóstico de PC do tipo diplegia espática, foram efetuados dois momentos de avaliação, antes e após a aplicação de um programa de intervenção segundo o Conceito Bobath, sendo também aplicado o Teste da Medida das Funções Motoras (TMFM–88) e a Classificação Internacional da Funcionalidade Incapacidade e Saúde – crianças e jovens (CIF-CJ). Resultados: Através da eletromiografia constatou-se que ambos os grupos apresentaram timings de ativação afastados da janela temporal considerada como ajustes posturais antecipatórios (APAs), níveis elevados de co-ativação, em alguns casos com inversão na ordem de recrutamento muscular o que foi possível modificar nas crianças com PC após o período de intervenção. Nestas, verificou-se ainda que, a sequência de movimento de SPP foi realizada com menor número de compensações e com melhor relação entre estruturas proximais e distais compatível com o aumento do score final do TMFM-88 e modificação positiva nos itens de atividade e participação da CIF-CJ. Conclusão: As crianças prematuras com e sem PC apresentaram alterações no CP da tibiotársica e níveis elevados de co-ativação muscular. Após o período de intervenção as crianças com PC apresentaram modificações positivas no timing e co-ativação muscular, com impacto funcional evidenciado no aumento do score final da TMFM-88 e modificações positivas na CIF-CJ.
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