Extubação Paliativa em Adultos: Protocolos, resultados clínicos e participação do Fisioterapeuta – Uma scoping review
DOI:
https://doi.org/10.51126/wach1k58Keywords:
Extubação paliativa; cuidados paliativos; ventilação mecânica; tempo até a morte; fisioterapiaAbstract
Introdução: A extubação paliativa (EP) é uma intervenção reconhecida por alinhar os cuidados com conforto e a dignidade no fim de vida. Contudo, persiste variabilidade operacional e pouco se conhece sobre o papel do fisioterapeuta (FT). Objetivos: Mapear, em adultos sob ventilação mecânica, a operacionalização da EP (protocolos, local e gestão da sedoanalgesia), os resultados descritos, com ênfase no tempo até a morte (TAM) e no controlo de sintomas, e as características da participação do FT. Métodos: Revisão bibliográfica segundo a metodologia PRISMA-ScR, entre 2015 e 2025, com pesquisa nas bases PubMed, Scopus, Science Direct e BVS, sem restrição de idioma; dupla triagem; extração padronizada; síntese narrativa. A qualidade metodológica dos artigos foi realizada com recursos às ferramentas do Joanna Briggs Institute (JBI) adaptadas ao tipo de artigo. Resultados: Foram incluídos 24 estudos (observacionais, séries de caso e qualitativos). A maioria dos artigos (13) possuíam avaliação de alta ou moderada a alta qualidade. O TAM pós EP variou de 0,79 h (n =140) (Zheng et al., 2023) – 8,9 horas (n=148) (Pan et.al, 2016) sendo que 42% (Pan et. al, 2016) morreram ≤ 1 h – 56% (van Beinum et. al, 2015) dos doentes morreram em ≤ 24 h; preditores clínicos e de suporte (hemodinâmica, autonomia ventilatória, escalas de gravidade) ajudaram a estimar morte <1h ou >24h. A sedoanalgesia antecipatória com opioides e benzodiazepínicos predominou; propofol e anticolinérgico foram menos utilizados. A EP fora da unidade de cuidados intensivos (UCI), em unidades de cuidados paliativos (UCP) e observação (EDOU) demostraram viabilidade e melhores condições de privacidade e rituais. O papel do FT foi descrito em quatro estudos, variando de participação limitada a protagonista técnico, quando inserido em protocolos e presença junto ao doente. Conclusões: A EP revela-se mais previsível e segura com protocolos estruturados, metas explícitas de sedoanalgesia e integração local. É necessária formação específica e definição de indicadores de qualidade que avaliem o contributo do FT.
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