Validação do Appearance Anxiety Inventory

Authors

  • Artemisa R. Dores Laboratório de Reabilitação Psicossocial do Centro de Investigação em Reabilitação (LabRP - CIR), Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (E2S – P.Porto); Laboratório de Neuropsicofisiologia, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto (FPCEUP), Portugal
  • Maria João Freitas Laboratório de Reabilitação Psicossocial do Centro de Investigação em Reabilitação (LabRP - CIR), Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (E2S – P.Porto), Portugal
  • Aurelija Podlipskytė Laboratory of Behavioral Medicine, Neuroscience Institute, Lithuanian University of Health Sciences, Kaunas, Lithuania
  • Keep Fit Task force Department of Clinical, Pharmaceutical and Biological Sciences, School of Life and Medical Sciences, University of Hertfordshire, Hatfield, United Kingdom; Department of Psychology and Cognitive Science, University of Trento, Trento, Italy
  • Ornella Corazza Department of Clinical, Pharmaceutical and Biological Sciences, School of Life and Medical Sciences, University of Hertfordshire, Hatfield, United Kingdom; Department of Psychology and Cognitive Science, University of Trento, Trento, Italy

DOI:

https://doi.org/10.51126/zxyp5733

Keywords:

Internet, redes sociais, dependência comportamental, imagem corporal, ansiedade de aparência

Abstract

Introdução: No mundo BANI, emergem desafios globais que parecem afetar de forma particular a saúde mental dos adolescentes, nomeadamente pelos sentimentos de solidão que provocam. Neste sentido, os jovens recorrem às ferramentas digitais para satisfazer a necessidade de estar com os outros e como atividade recreativa. A utilização excessiva da internet é uma preocupação crescente, designadamente a utilização de redes sociais, onde ocorre exposição a padrões de beleza inatingíveis. Esta exposição pode exacerbar a insatisfação com a imagem corporal, contribuindo para a ansiedade de aparência ou o aparecimento de perturbações, como a perturbação dismórfica corporal. Objetivos: Este estudo visa validar o Appearance Anxiety Inventory (AAI) numa amostra representativa da população portuguesa. Este questionário avalia tanto dimensões cognitivas, como comportamentos de evitamento e estratégias de segurança associados à imagem corporal, sendo uma ferramenta útil na identificação de perturbações relacionadas com este domínio. Metodologia: O presente estudo (N = 171) recolheu uma amostra de jovens portugueses (M = 34.12, DP = 10.27), com idades compreendidas entre 18 e 59 anos. Resultados: A validação da escala foi realizada através de uma análise fatorial confirmatória, embora não consistente com a configuração original, demonstrando resultados promissores, tanto a um fator como a dois. A escala apresentou uma boa consistência interna na escala geral (ω = .874) e na bifatorial (ω = .858, .860, respetivamente). Os resultados realçam ainda que as mulheres e os mais jovens apresentam valores mais elevados de ansiedade de aparência. Conclusões: A versão portuguesa do questionário AAI revelou propriedades psicométricas robustas para apoiar a sua utilização na população portuguesa, constituindo assim uma ferramenta válida para avaliar o impacto da exposição a imagens idealizadas online. Representa, ainda, um contributo relevante para a investigação e a prática clínica, permitindo uma avaliação mais precisa e o desenvolvimento de intervenções mais eficazes neste domínio.

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Published

2025-08-21

How to Cite

Validação do Appearance Anxiety Inventory. (2025). RevSALUS - International Scientific Journal of the Academic Network of Health Sciences of Lusophone, 7(SupII), 82. https://doi.org/10.51126/zxyp5733