Tomografia Computorizada (TC) pélvica para determinação do sexo em contexto de Antropologia virtual forense

Autores

  • Beatriz Barros Escola Superior de Saúde de Lisboa-Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal https://orcid.org/0000-0002-2040-7751
  • Joana Venâncio Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses-Delegação do Sul, Lisboa, Portugal
  • Sandra Sousa Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses-Delegação do Sul, Lisboa, Portugal
  • Maria Margarida Ribeiro Escola Superior de Saúde de Lisboa-Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal; H&TRC-Health and Tecnology Research Center, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/ceypvm75

Palavras-chave:

Radiologia Forense; Tomografia Computorizada (TC); Antropologia Forense; reconhecimento post-mortem

Resumo

Introdução: A Antropologia Forense estuda ossos e tecidos para estimar o perfil biológico — sexo, idade, estatura e ancestralidade — de indivíduos desconhecidos, bem como o intervalo pós-morte, auxiliando na compreensão das circunstâncias da morte. A Tomografia Computorizada (TC) tem sido amplamente adotada como método não invasivo para examinar cadáveres sem os danificar e determinar causas de morte (Roshini K, 2024). A pelve é a região esquelética mais fiável para estimar o sexo (Zhang M, 2024). Entre os seus elementos, os ossos ilíacos apresentam o maior dimorfismo sexual, sendo excelentes indicadores em contextos forenses e de catástrofes. A Antropologia Virtual Forense recorre a tecnologias de imagem para desenvolver novos protocolos metodológicos (Ali S. et al., 2020). Assim, foi necessário estabelecer um protocolo de estudo pélvico por TC numa Instituição Médico-Legal, demonstrando a viabilidade de adaptar métodos da Antropologia Física a ambientes virtuais. Objetivo: Avaliar a adequação de um protocolo de aquisição de imagem TC pélvica para aplicação em Antropologia Forense. Metodologia: Foram utilizadas imagens de TC (window width=400; window level=40; algoritmo standard) obtidas num cadáver com equipamento 64-MCDT Revolution Máxima (GE HealthCare). A aquisição decorreu entre L4 e o terço proximal do fémur (TH=0,625 mm; FOV=32 cm; kVp=120; matriz=1024). Seguindo Abegg et al. (2023), aplicaram-se características morfométricas do osso ilíaco, utilizando os índices Diagnóstico Sexual Probabilístico (DSP) e Índice Ísquio-Púbico (IPI). As variáveis medidas foram Altura pélvica máxima (DCOX), Comprimento do ísquio pós-acetabular (ISMM), Diâmetro acetabular vertical (VEAC) e Largura ilíaca (SCOX). As medições, realizadas por três observadores independentes, incluíram imagens 2D e reconstruções 3D. Resultados/Conclusão: O pós-processamento e as medições foram efetuados com o software RadiAnt DICOM Viewer 2025.2. As medidas obtidas foram: IPI 164,26; DCOX 21,58 cm; ISMM 10,39 cm; VEAC 4,58 cm; SCOX 12,37 cm. Após análise no software DSP2 (Brůžek J, 2017; Kranioti E., 2019), o sexo determinado foi masculino, confirmando-se por autópsia. Conclui-se que o protocolo de aquisição por TC é adequado, podendo ser aplicado no reconhecimento de cadáveres e em estudos de Antropologia Forense.

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Publicado

2026-03-19

Como Citar

Tomografia Computorizada (TC) pélvica para determinação do sexo em contexto de Antropologia virtual forense. (2026). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/ceypvm75