Avaliação do conhecimento e adesão dos indivíduos Transgénero e Não-Binários aos exames de mamografia
DOI:
https://doi.org/10.51126/m2cczr09Palavras-chave:
Mamografia; Cancro da Mama; Transgénero; Não-Binário; Rastreio OncológicoResumo
Introdução: Este tópico aborda a adesão da população transgénero e não binária (TGNB) aos sistemas de saúde e, em particular, aos exames de mamografia. Esta é uma questão crítica no que diz respeito à importância do rastreio precoce para a prevenção do cancro da mama nesta população-alvo. Objetivo: Identificar as causas da evasão/menor adesão dos indivíduos TGNB aos sistemas de saúde e avaliar o seu conhecimento sobre os programas de rastreio no combate ao cancro da mama. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional (N=61) indivíduos TGNB, com mais de 18 anos de idade, após tratamento ou cirurgia de afirmação de género, incluindo cirurgia mamária. Foi utilizado um questionário online (plataforma Google Forms™), desenvolvido e validado para o efeito e divulgado por meio de três associações parceiras. Os participantes foram ainda procurados em eventos sociais organizados por instituições de apoio à comunidade LGBT+ que em Portugal lutam contra a discriminação e promovem a integração na sociedade de pessoas que não se identificam com o seu género de nascimento. O estudo foi aprovado pelo Comité de Ética e aplicou-se o consentimento livre e informado a todos os participantes, garantindo o seu anonimato e a confidencialidade das respostas. Resultados: Dos 61 participantes, 62,3% nunca realizaram exames de mamografia, citando a falta de indicação por profissionais de saúde e o medo de discriminação, como as principais razões. 96,7% consideram insuficientes as informações disponíveis sobre patologias mamárias adaptadas à população TGNB e foram observadas experiências de discriminação nos departamentos de saúde. A baixa adesão aos exames de mamografia entre indivíduos TGNB reflete a necessidade de intervenções direcionadas. Barreiras como o uso incorreto do discurso e a falta de reconhecimento da identidade de género afastam a população TGNB dos cuidados médicos necessários. Conclusão: Foi difícil a aquisição de respostas dada a sensibilidade do tema. Protocolos inclusivos, campanhas de sensibilização e a criação de ambientes de saúde acolhedores são fundamentais para garantir o acesso equitativo aos cuidados preventivos. A criação de materiais informativos inclusivos, a formação adequada dos profissionais de saúde e as campanhas de sensibilização são recomendadas para melhorar a adesão e consciencializar esta população para o diagnóstico precoce do cancro da mama.
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