Avaliação das necessidades de informação e acompanhamento de doentes que realizam biópsia mamária: um estudo qualitativo
DOI:
https://doi.org/10.51126/axp85j61Palavras-chave:
Biópsia mamária; ansiedade; comunicação; empatia; humanização de cuidadosResumo
Introdução: A relevância de conhecer a perspetiva da doente e a importância da comunicação tem sido um tema cada vez mais discutido na humanização dos serviços de saúde. Uma comunicação fluida e clara e o envolvimento ativo da doente, no seu processo de doença, tem tido uma exponencial crescente ao longo dos últimos anos, promovendo assim melhores resultados na realização de exames de diagnóstico. Este estudo teve como objetivo dar a conhecer a experiência subjetiva de mulheres que realizaram biópsia mamária, identificando as necessidades e comportamentos de procura de informação e o seu ponto de vista em relação ao desempenho dos profissionais de saúde envolvidos no procedimento. Métodos: Foi realizado um estudo qualitativo, transversal e exploratório, onde se realizaram entrevistas semi-estruturadas a quinze participantes submetidas previamente a biópsia mamária. Na análise das entrevistas, foram identificadas três principais dimensões de análise: experiência subjetiva de realização de biópsia mamária, necessidades e comportamentos de procura de informação e, perceção das atitudes por parte dos profissionais de saúde. Resultados: Foi destacada pelas participantes a existência de níveis de ansiedade elevados durante todo o processo clínico sendo apontados como principais stressores o tempo de espera para o exame e para a chegada dos resultados. A maioria referiu ter recebido informação suficiente e adequada, como um ponto a favor da redução da ansiedade. Foi sugerido pelas doentes a criação de uma linha de apoio para esclarecimento de dúvidas e apoio psicológico, e a necessidade de uma maior empatia por parte dos profissionais de saúde aquando da entrega dos resultados. As comunicações empáticas e personalizada e centrada na doente, durante a realização da biópsia mamária, foram apontadas como fatores decisivos para uma experiência mais positiva. Conclusão: Embora os resultados não possam ser generalizados, este estudo forneceu contributos relevantes para o desenvolvimento de boas práticas na realização da biópsia mamária. Os resultados apontam para a necessidade de identificar também as opiniões dos profissionais de saúde envolvidos. A ansiedade vivida pelas mulheres reforça a necessidade de estratégias personalizadas de apoio emocional e comunicação. A integração das boas práticas sugeridas pode contribuir para cuidados centrados na doente e experiências clínicas humanizadas.
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