Validação do Appearance Anxiety Inventory
DOI:
https://doi.org/10.51126/zxyp5733Palavras-chave:
Internet, redes sociais, dependência comportamental, imagem corporal, ansiedade de aparênciaResumo
Introdução: No mundo BANI, emergem desafios globais que parecem afetar de forma particular a saúde mental dos adolescentes, nomeadamente pelos sentimentos de solidão que provocam. Neste sentido, os jovens recorrem às ferramentas digitais para satisfazer a necessidade de estar com os outros e como atividade recreativa. A utilização excessiva da internet é uma preocupação crescente, designadamente a utilização de redes sociais, onde ocorre exposição a padrões de beleza inatingíveis. Esta exposição pode exacerbar a insatisfação com a imagem corporal, contribuindo para a ansiedade de aparência ou o aparecimento de perturbações, como a perturbação dismórfica corporal. Objetivos: Este estudo visa validar o Appearance Anxiety Inventory (AAI) numa amostra representativa da população portuguesa. Este questionário avalia tanto dimensões cognitivas, como comportamentos de evitamento e estratégias de segurança associados à imagem corporal, sendo uma ferramenta útil na identificação de perturbações relacionadas com este domínio. Metodologia: O presente estudo (N = 171) recolheu uma amostra de jovens portugueses (M = 34.12, DP = 10.27), com idades compreendidas entre 18 e 59 anos. Resultados: A validação da escala foi realizada através de uma análise fatorial confirmatória, embora não consistente com a configuração original, demonstrando resultados promissores, tanto a um fator como a dois. A escala apresentou uma boa consistência interna na escala geral (ω = .874) e na bifatorial (ω = .858, .860, respetivamente). Os resultados realçam ainda que as mulheres e os mais jovens apresentam valores mais elevados de ansiedade de aparência. Conclusões: A versão portuguesa do questionário AAI revelou propriedades psicométricas robustas para apoiar a sua utilização na população portuguesa, constituindo assim uma ferramenta válida para avaliar o impacto da exposição a imagens idealizadas online. Representa, ainda, um contributo relevante para a investigação e a prática clínica, permitindo uma avaliação mais precisa e o desenvolvimento de intervenções mais eficazes neste domínio.
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