Treino de Equilíbrio numa criança com Paralisia Cerebral Espástica Bilateral, nível III na GMFCS: Caso Clínico
DOI:
https://doi.org/10.51126/w3tfab36Palavras-chave:
Paralisia Cerebral; Diplegia espástica; Equilíbrio; FisioterapiaResumo
Introdução: As Crianças com Paralisia Cerebral Espástica (PCE) enfrentam desafios diários significativos na mobilidade funcional e na função motora global, resultantes de défices no controlo postural e no equilíbrio, com impacto direto na autonomia e na participação das atividades do quotidiano. Objetivo: Descrever um plano de intervenção focado no treino de equilíbrio numa criança com PC, nível III na Gross Motor Function Classification System (GMFCS), e analisar os resultados na função motora global e no controlo postural, após 10 sessões de intervenção do fisioterapeuta. Material e Métodos: Estudo de caso único de uma criança do sexo feminino, de 6 anos de idade, com o seguinte diagnóstico em fisioterapia: limitações na função motora devido a défice no equilíbrio, limitações na amplitude articular (AM), força muscular e alterações de tónus (hipertonia). A avaliação inicial e final incluiu os seguintes instrumentos: Escala de Ashworth Modificada (EAM), Goniómetro Universal manual (GUM), Teste de Função Muscular de Lactentes e Crianças (TFMLC), Instrumento de Avaliação do Controlo Postural em Crianças e Jovens com PC (IACPPC), Gross Motor Function Measure (GMFM-88 itens), Five Times Sit-to-Stand (5xSST) e o teste dos 10 Metros de Marcha (TM10M). A intervenção consistiu num treino orientado para tarefas funcionais, centrado na melhoria do controlo postural e da função motora global, desenvolvido ao longo de 10 sessões, com a duração de 60 minutos/sessão. Resultados: Após 10 sessões, observaram-se melhorias da amplitude articular, da força muscular, do controlo postural (68.8% para 74% no IACPPC) e no GMFM-88 (55% para 64%), no desempenho da tarefa motora sit-to-stand (32.94 para 26.12) e na capacidade da marcha (23.46 para 12.77 segundos). Conclusão: Os resultados evidenciam ganhos relevantes no controlo postural, na função motora global, no desempenho da tarefa motora sit-to-stand e na capacidade da marcha, refletindo o potencial do treino de equilíbrio enquanto estratégia de intervenção do fisioterapeuta no caso analisado. No entanto, estes resultados devem ser interpretados com prudência, tendo em conta a natureza descritiva do estudo.
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