Incorporação de Algas em Formulações Cosméticas: Caracterização e Fundamentos Científicos
DOI:
https://doi.org/10.51126/e5azx586Palavras-chave:
Pele; Produtos Cosméticos; Algas; DISCERNResumo
Introdução: A pele é o maior órgão do corpo humano e é responsável por funções de proteção e regulação (Quan, 2023). Nos últimos anos, tem-se verificado uma crescente procura por ingredientes naturais e sustentáveis. As algas, destacam-se, assim, como um dos exemplos mais promissores pela diversidade de compostos bioativos que produzem (Leong et al., 2024). Objetivos: Verificar e caracterizar a utilização de algas em formulações cosméticas, analisar as alegações cosméticas associadas às mesmas. Avaliar a fundamentação científica que sustenta a sua utilização, bem como a qualidade da informação disponibilizada no mercado de venda online. Material e Métodos: Estudo descritivo, transversal e observacional. Realizou-se uma pesquisa com as palavras-chave “comprar” E “cosméticos” E “parafarmácia” OU “farmácia” OU “loja de cosmética” OU “ervanária” e foram selecionados os cinco primeiros websites para pesquisar produtos cosméticos que contivessem algas ou seus derivados. Recolheram-se dados relativos à finalidade, local de aplicação, forma galénica, forma de apresentação e composição. A qualidade da informação apresentada nos websites foi avaliada através da ferramenta DISCERN, adaptada ao contexto cosmético. Resultados: Foram identificados 129 produtos cosméticos contendo algas ou derivados. Os resultados encontrados têm suporte na literatura, onde diversos autores descrevem uma relação entre os grupos taxonómicos de algas e as finalidades cosméticas que lhes são atribuídas. As espécies mais frequentes foram Porphyridium cruentum e Chlorella vulgaris (14,0%). Quanto à finalidade, destacou-se a função hidratante (70,0%) e antienvelhecimento (30,2%). Observou-se uma predominância de produtos destinados ao rosto (72,1%) e as emulsões foram a forma galénica mais encontrada (58,1%). Verificou-se que 48,8% das formulações eram apresentadas sob a forma de cremes. A aplicação da ferramenta DISCERN revelou que 80% dos websites apresentavam qualidade de informação baixa, destacando-se a ausência de referências científicas e de dados sobre segurança e conservação. Conclusões: As algas afirmam-se como uma fonte natural com elevado potencial para formulações cosméticas, merecendo ser cada vez mais exploradas pela investigação científica e pela indústria. No entanto, é essencial uma comunicação mais responsável e sustentada, que combine clareza e rigor científico, permitindo ao consumidor fazer escolhas mais conscientes e informadas.
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