Valorização dos resíduos de frutos e subprodutos da indústria: um modelo de economia circular
DOI:
https://doi.org/10.51126/bbvj0642Palavras-chave:
economia circular, sustentabilidade, fermentação, maçã, laranjaResumo
Introdução: O desperdício alimentar constitui um problema à escala global, que afeta todos os elos da cadeia alimentar: do produtor ao consumidor. As frutas e os legumes representam cerca de metade dos alimentos desperdiçados anualmente [Pfeiffer, 2021]. A maioria dos frutos são rejeitados quando não apresentam a aparência apreciada pelo consumidor, nomeadamente, o tamanho e a cor [Barreira, 2019]. A indústria de processamento de frutos, por exemplo para o fabrico de purés, sumos ou compotas, também gera bastantes perdas, como a casca, sementes e haste. Nos últimos anos tem-se tornado uma prioridade minimizar este problema, tendo em conta a necessidade de alimentar uma população mundial em crescimento [Santos, 2022]. Objetivos: Identificar os frutos mais produzidos na Península Ibérica. Estabelecer colaborações com produtores locais, superfícies comerciais ou indústrias de processamento que possam fornecer excedentes de frutos rejeitados durante a produção agrícola, distribuição ou ainda resíduos do processamento industrial. Realizar ensaios de fermentação, analisar a atividade antimicrobiana, atividade antioxidante e composição química dos compostos bioativos presentes nos produtos de fermentação a fim de avaliar o seu interesse na área alimentar, cosmética ou farmacêutica. Metodologia: Pesquisou-se, em bases de dados nacionais e internacionais, os frutos mais produzidos em Portugal e Espanha. Contactou-se a empresa "Compal" e a cooperativa “Fruta Feia”. Fermentaram-se diferentes partes de fruta, preparadas de diversas formas e adicionando água estéril, em matrazes colocados numa estufa de incubação a 30 °C. Foram recolhidas amostras a cada 24 horas e foi medido o pH. Os produtos fermentados foram analisados para avaliar a atividade antimicrobiana através da medição do halo de inibição para várias espécies. Resultados: A pesquisa em várias bases de dados permitiu identificar a maçã, a laranja e a uva como os frutos mais produzidos na Península Ibérica. Estabeleceu-se um acordo com a cooperativa “Fruta Feia” para o fornecimento de maçãs e laranjas. Os ensaios com utilização de polpa de maçã originaram um maior halo de inibição. Ainda está a decorrer a análise da atividade antimicrobiana da laranja fermentada. Conclusões: As maçãs que são rejeitadas pelo circuito comercial podem ser valorizadas através de fermentação, apresentando uma promissora atividade antimicrobiana.
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