Perceção dos estudantes de Enfermagem sobre a saúde das pessoas LGBTI+ na sua formação: revisão rápida
DOI:
https://doi.org/10.51126/4wevkn30Palavras-chave:
Estudantes de Enfermagem; Minorias Sexuais e de Género; Educação em EnfermagemResumo
Introdução: As pessoas LGBTI+ apresentam necessidades específicas em saúde, o que exige profissionais de enfermagem preparados para oferecer um cuidado inclusivo e centrado na pessoa. A formação académica em enfermagem tem um papel fundamental nesse processo. No entanto, importa compreender como os estudantes percecionam a preparação que recebem para intervir junto desta população, identificando desafios e oportunidades de melhoria na sua formação. Objetivo: identificar as barreiras apontadas pelos estudantes e as estratégias pedagógicas que consideram mais eficazes para o desenvolvimento de competências nesta área. Metodologia: Foi realizada uma revisão rápida em abril de 2025 na base de dados eletrónica CINAHL Complete, com foco na perceção dos estudantes de enfermagem sobre a inclusão da saúde das pessoas LGBTI+ na sua formação. Resultados: Foram incluídos cinco estudos. Os resultados evidenciam que os estudantes reconhecem lacunas importantes nos conteúdos curriculares relativos à saúde das pessoas LGBTI+, bem como a ausência de preparação adequada por parte dos docentes. Relatam interesse em adquirir competências específicas para cuidar da população LGBTI+, mas percecionam a abordagem atual como insuficiente. Destacam a invisibilidade das pessoas trans, a falta de espaços seguros para discussão e a necessidade de formação mais prática e integrada. Os estudantes valorizam metodologias ativas, discussões em ambientes virtuais e a presença transversal da temática ao longo do curso. Conclusão: As perspetivas dos estudantes apontam para a urgência de uma mudança curricular que promova a inclusão efetiva da saúde das pessoas LGBTI+ na educação em enfermagem. Os estudos sintetizam como principais recomendações que a academia inclua, transversalmente, conteúdos pedagógicos relacionados com a saúde LGBTI+ nas unidades curriculares, que incorporem temas relacionados com a identidade de género de forma explícita nos currículos, que promova a capacitação dos docentes, crie espaços seguros e inclusivos e a promoção da aprendizagem baseada em problemas, simulação clínica e discussão interprofissional.
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