A inteligência artificial no ensino em enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.51126/nqnbe922Keywords:
Inteligência Artificial; Educação em Enfermagem; Aprendizagem; Competência Clínica; Treino por Simulação.Abstract
Introdução: O rápido desenvolvimento das tecnologias digitais, nomeadamente da inteligência artificial (IA), tem impulsionado mudanças significativas na educação superior em saúde. No ensino em enfermagem, a IA emerge como um instrumento inovador capaz de apoiar o raciocínio clínico, promover a aprendizagem autónoma e personalizar os percursos formativos. Contudo, a sua integração suscita desafios éticos, pedagógicos e tecnológicos que exigem reflexão crítica e investigação empírica consistente. Objetivos: Analisar a evidência científica recente sobre a utilização da inteligência artificial no ensino em enfermagem. Material e Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura em bases de dados internacionais (PubMed, Scopus e Web of Science), incluindo publicações entre 2023 e 2025. Utilizaram-se os descritores artificial intelligence, nursing education e learning. Foram incluídos estudos empíricos, revisões e artigos de reflexão que abordassem a aplicação da IA em contextos de ensino de enfermagem. A análise centrou-se nas potencialidades pedagógicas, desafios e perspetivas futuras identificadas nos estudos selecionados. Resultados: Os estudos mais recentes evidenciam que a IA contribui para a aprendizagem personalizada, adaptando conteúdos ao perfil e ritmo de cada estudante. As ferramentas de IA generativa e os chatbots educativos têm mostrado potencial para reforçar a compreensão teórica, o raciocínio clínico e a resolução de problemas. Simuladores baseados em IA permitem experiências realistas e seguras de treino clínico, aumentando a autoconfiança e a retenção do conhecimento. Contudo, persistem barreiras relacionadas com a literacia digital dos docentes, o viés algorítmico e o risco de dependência tecnológica, podendo comprometer o pensamento crítico e as interações humanas essenciais ao cuidar. Conclusões: A inteligência artificial representa um avanço relevante no ensino em enfermagem, com potencial para inovar práticas pedagógicas e fortalecer competências clínicas. Todavia, a sua implementação requer formação docente, políticas institucionais claras e um enquadramento ético robusto que preserve a centralidade humana do processo educativo. A integração equilibrada da IA poderá transformar o ensino em enfermagem, promovendo uma aprendizagem mais reflexiva, autónoma e alinhada com as exigências da prática profissional contemporânea.
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