Desafios e potencialidades do cuidado psicológico no contexto universitário: a experiência do CASA/UFRJ
DOI:
https://doi.org/10.51126/t43q7117Keywords:
Acolhimento; Serviços de Saúde Mental; Saúde Mental Universitária; Suporte Acadêmico; PrevençãoAbstract
Introdução: A saúde mental da população jovem tem convocado especial atenção, especialmente entre os universitários. A prevalência de Transtornos Mentais Comuns (TMC) nesta população é de 78,6%, com 61,19% de ideação suicida. O suicídio é a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. No Brasil, os casos de suicídio nessa faixa etária aumentaram 81% (Brasil, 2021). Isso representa importante risco à saúde mental no Ensino Superior, já que a grande maioria dos estudantes universitários estão nesta faixa etária. Diante do exposto, é fundamental cuidar da saúde mental universitária, objetivo principal do Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico (CASA). O CASA é uma iniciativa da Escola Politécnica e da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que surge diante da crescente demanda estudantil por cuidados psicológicos frente aos desafios emocionais e institucionais que a transição existencial para a vida universitária impõe. Objetivos: O CASA oferece atendimentos psicológicos a estudantes, realiza investigações sobre o sofrimento psíquico (estresse, ansiedade e depressão medidos pela Escala DASS 21) na Universidade e promove ações de intervenções psicoterapêuticas de cuidado à saúde mental e para prevenção de desfechos graves, como o suicídio. Metodologia: São oferecidas três modalidades de atendimento: Psicoterapia Breve Individual, Plantão Psicológico e Rodas de Saúde Mental (psicoterapia breve grupal). As ações são conduzidas por duas equipes de estagiários de Psicologia Clínica e seus supervisores docentes do Instituto de Psicologia da UFRJ, além de uma equipe de Avaliação e Intervenção neuropsicológica para diagnóstico e suporte a estudantes neuro divergentes. Resultados: Em 2,5 anos, o CASA atendeu 160 alunos individualmente e 97 em grupos, além de 47 atendimentos de Plantão Psicológico. Observou-se menores indicadores de sofrimento psíquico entre os estudantes acompanhados. Conclusões: Conclui-se que o CASA aumentou seu alcance, embora persistam os desafios para adesão às Rodas de Conversa, o que pode ser explicado pelos tabus acerca do cuidado coletivo em saúde mental. O CASA consolida-se, assim, como espaço de acolhimento, reflexão e construção coletiva de estratégias de cuidado, respondendo aos desafios da saúde mental no Ensino Superior.
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