Tele‑reabilitação em Oncologia durante Quimioterapia: síntese da evidência sobre ganhos funcionais, sintomáticos e de acesso

Authors

  • Andrea Ribeiro CICS, Centro Interdisciplinar em Ciências da Saúde, Instituto Superior de Saúde, ISAVE, Amares, Portugal; CIR, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal https://orcid.org/0000-0001-9706-776X
  • João Sousa CICS, Centro Interdisciplinar em Ciências da Saúde, Instituto Superior de Saúde, ISAVE, Amares, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/eqh16s67

Keywords:

Tele‑reabilitação; Oncologia; Quimioterapia; Capacidade funcional; Qualidade de vida

Abstract

Introdução: A tele‑reabilitação, via videochamada, apps móveis e monitorização remota, emergiu como estratégia para ultrapassar barreiras logísticas, risco de infeção e falta de acesso à reabilitação especializada em doentes oncológicos sob quimioterapia. Objetivos: Sintetizar resultados da tele‑reabilitação em doentes oncológicos durante quimioterapia, comparando com cuidados presenciais quando aplicável, e identificar lacunas para investigação futura. Metodologia: Revisão de escopo com pesquisa ampla (20 estratégias) em bases indexadas; 1 042 registos identificados, 668 triados, 429 elegíveis e 50 estudos incluídos (ECA, observacionais, qualitativos e revisões). Foram extraídos desfechos físicos, sintomáticos, adesão/satisfação, segurança e custo‑efetividade. Resultados: Programas remotos de exercício aeróbio, resistência, flexibilidade e treino respiratório melhoram capacidade funcional, força e aptidão cardiorrespiratória, com efeitos por vezes equivalentes ou superiores aos cuidados presenciais. A tele‑reabilitação reduz dor, fadiga, ansiedade/depressão e perturbações do sono, e sustenta ganhos cognitivos e de bem‑estar. Adesão e satisfação tendem a ser elevadas, valorizando conveniência e continuidade de cuidados, incluindo modelos de grupo ou híbridos. A segurança é favorável, com elevada retenção e poucos eventos adversos reportados; vários estudos indicam potencial custo‑efetividade e menor utilização de recursos. O atendimento presencial pode ser preferível em casos altamente complexos ou que exijam intervenção muito individualizada. Conclusões: A tele‑reabilitação é uma via segura, eficaz e acessível para entregar fisioterapia durante a quimioterapia, fortalecendo resultados físicos, controlo sintomático e qualidade de vida, ao mesmo tempo que mitiga barreiras ao acesso. Persistem lacunas quanto a impacto a longo prazo, custo‑efetividade comparativa em diferentes contextos, otimização para baixa literacia digital e evidência específica em populações pediátricas e casos complexos.

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Published

2026-03-19

How to Cite

Tele‑reabilitação em Oncologia durante Quimioterapia: síntese da evidência sobre ganhos funcionais, sintomáticos e de acesso. (2026). RevSALUS - International Scientific Journal of the Academic Network of Health Sciences of Lusophone, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/eqh16s67

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