Exposição ao amianto e mesotelioma da pleura em Portugal: número de casos e mortalidade entre 2014 e 2020
DOI:
https://doi.org/10.51126/5a5mta78Palavras-chave:
Amianto; Exposição; Mesotelioma Pleural; Incidência; MortalidadeResumo
Introdução: A relação causal entre a exposição ao amianto e o Mesotelioma Pleural é inquestionável. Contudo, persiste a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre a prevalência de exposição e o impacto real na incidência e mortalidade por Mesotelioma Pleural. Objetivo: Analisar descritivamente os casos e óbitos por Mesotelioma Pleural em Portugal. Métodos: Foi realizado um estudo observacional retrospetivo com o objetivo de analisar descritivamente os casos e óbitos por Mesotelioma Pleural em Portugal, recorrendo a dados do Registo Oncológico Português e do Sistema de Informação do Certificado de Óbito Português, cobrindo o período de 2014 a 2020. Resultados: No período analisado, foram registados um total de 315 casos de Mesotelioma Pleural e 169 óbitos associados. O perfil demográfico dos pacientes e vítimas de óbito é marcado por uma preponderância do sexo masculino, que representou 70,5% dos casos (n=222) e 74,6% dos óbitos (n=126). A idade média dos doentes foi de 72,1 anos, sendo que a maior carga de doença e mortalidade se concentrou em indivíduos com idade superior a 70 anos (62,9% dos casos e 64,5% dos óbitos). A incidência máxima de casos ocorreu em 2018 (n=62), enquanto o maior número de óbitos foi registado em 2015 (n=33). O impacto desta patologia na saúde pública é sublinhado pela estimativa de perda de cerca de 520 anos de vida potencial e por uma taxa bruta de mortalidade que se situou, em média, nos 0,2. Conclusão: Estes dados demonstram a persistência de uma significativa carga de doença relacionada com o amianto. É imperativo reforçar a implementação de programas de vigilância eficazes que permitam a obtenção de dados reais e fiáveis, essenciais para sustentar as ações necessárias à eliminação das doenças relacionadas com o amianto em Portugal.
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