Liderança Coletiva na Saúde: Adaptação de um modelo militar ao contexto organizacional da saúde
DOI:
https://doi.org/10.51126/12096459Palavras-chave:
Liderança; Liderança Coletiva; Risco; Ambiente Operacional; EquipasResumo
Introdução: Numa envolvente cada vez mais complexa, dinâmica e multidimensional, as organizações são desafiadas a responder de forma ágil, inovadora e flexível às exigências que enfrentam. A liderança tradicional, entendida como o privilégio de poucos, revela-se insuficiente para dar resposta à rapidez e à diversidade de problemas que emergem. Neste contexto, a liderança coletiva surge como alternativa ao combinar os efeitos e as sinergias que resultam da partilha e da sincronização das ações de liderança, a diferentes níveis posicionais, potenciando a eficácia organizacional. Objetivos: A presente investigação tem como objetivo principal analisar a aplicabilidade da liderança coletiva numa organização no setor da saúde, explorando a possibilidade de transposição de um modelo já ensaiado numa instituição militar. Pretende-se verificar se este modelo, quando adaptado ao contexto específico, é capaz de promover melhorias no desempenho, na comunicação e na capacidade de resposta das equipas. Material e Métodos: Optou-se pelo estudo de caso como metodologia de investigação, selecionando-se um serviço de uma instituição de saúde como campo de análise. Para recolha de dados, aplicou-se um questionário estruturado junto dos colaboradores desse serviço, sendo posteriormente realizada uma análise quantitativa dos resultados obtidos, com o intuito de avaliar perceções, práticas e impactos da adoção do modelo de liderança coletiva. Resultados: Os dados confirmaram a eficácia do modelo de liderança coletiva aplicado na área da saúde. Verificou-se que, quando devidamente facilitada e partilhada, e apoiada por uma comunicação efetiva tanto dentro das equipas como entre estas, a liderança coletiva contribui para ganhos de desempenho a curto prazo. Destacou-se ainda que a clareza na estruturação dos grupos e a manutenção contínua da sua dinâmica são fatores decisivos para a obtenção de resultados positivos. Conclusões: Conclui-se que a liderança coletiva, aplicada de forma estruturada e sustentada, representa um modelo eficaz para organizações de saúde que operam em ambientes de elevada complexidade. Ao fomentar a partilha de responsabilidades e a comunicação integrada, este modelo potencia não apenas a eficácia operacional imediata, mas também a resiliência e sustentabilidade organizacional a médio prazo.
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