Ocorrência de quedas durante o atendimento pré-hospitalar: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.51126/yzs8ns11Keywords:
Quedas; Serviços Médicos de Emergência; Segurança do Paciente; EnfermagemAbstract
Introdução: A queda, em ambiente pré-hospitalar e hospitalar, é um evento adverso caracterizado pelo deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior, podendo causar lesões de gravidade variável. Cerca de 40% ocorrem nas primeiras horas após admissão em pronto-socorro, sobretudo na sala de emergência (Peters et al., 2014), e 8% resultam em lesões moderadas ou graves (Ramadanov et al., 2019). Dadas as especificidades do atendimento pré-hospitalar - urgência, celeridade e diversidade clínica (Pop et al., 2020), torna-se capital investigar a incidência de quedas nesse contexto e o perfil dos pacientes acometidos. Objetivos: Mapear a literatura científica acerca de quedas que comprometem a segurança do paciente durante o atendimento pré-hospitalar. Material e Métodos: Revisão de escopo conforme o manual do Instituto Joanna Briggs e checklist PRISMA-ScR, com buscas realizadas em agosto de 2023 nas bases Medline, LILACS, Embase, CINAHL, Web of Science, SciELO, Scopus e Cochrane e recurso também a literatura cinzenta. Foram utilizados os descritores de saúde: “acidentes por quedas”, “serviços médicos de emergência”, “ambulâncias” e “segurança do paciente”, com termos MeSH/Emtree e operadores “OR” e “AND”. Resultados: Foram identificados 641 artigos, com 426 duplicatas. Após triagem, 57 textos foram lidos na íntegra e 3 incluídos, sendo um por citação bibliográfica. Foram selecionados quatro artigos que apontam que o atendimento pré-hospitalar, por sua dinâmica e características, já representa um fator de risco para a segurança do paciente, exigindo estratégias específicas de prevenção. Entre os principais aspetos relatados estão: quedas relacionadas ao manuseio e ao travamento inadequado de macas, permanência prolongada em macas de transporte, baixa adesão ao uso do cinto de segurança, necessidade de sistemas de restrição mais adequados e falhas na fixação de equipamentos. A equipe de enfermagem destaca-se como protagonista na adoção de protocolos e checklists, estratégias eficazes para reduzir incidentes e garantir um cuidado seguro. Conclusões: Esta ScR evidenciou a escassez de publicações sobre quedas em atendimento pré-hospitalar e destacou concomitantemente os riscos associados ao uso de macas, cintos de segurança e fixação de equipamentos. Recomenda-se a implementação de checklists, sistemas de restrição mais adequados e estratégias preventivas específicas por faixa etária, visando fortalecer a segurança do paciente.
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