Mobilidade internacional docente em Enfermagem Médico-Cirúrgica: relato de experiência entre Portugal e Brasil
DOI:
https://doi.org/10.51126/h462rp86Keywords:
Mobilidade internacional; Enfermagem; Doente crítico; Simulação clínica; Cooperação académicaAbstract
Introdução: A internacionalização do ensino em Enfermagem tem-se afirmado como um pilar estratégico para a formação académica e profissional de excelência, promovendo práticas clínicas culturalmente informadas. Este processo, que ultrapassa fronteiras geográficas e culturais, fomenta uma visão global dos cuidados de saúde, desenvolvendo competências interculturais, literacia em saúde global e capacidade de adaptação a contextos clínicos diversos. Na Enfermagem Médico-Cirúrgica, especialmente na área da Pessoa em Situação Crítica, a mobilidade internacional permite o intercâmbio de metodologias pedagógicas, práticas clínicas e experiências institucionais, contribuindo para o empoderamento de docentes e estudantes. Objetivos: Este relato tem como objetivo descrever a experiência de mobilidade internacional entre a UNESP- Universidade Estadual Paulista (Brasil) e a ESSJPVNG- Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia (Portugal), refletindo sobre o impacto institucional e docente da iniciativa. Material e Métodos: Trata-se de um relato de experiência baseado em registos reflexivos dos docentes envolvidos, observações realizadas durante atividades pedagógicas e análise de documentos institucionais. A narrativa foi construída de forma temática e cronológica, centrando-se num período específico de mobilidade e nas interações entre os participantes. Os dados foram sustentados por diários de campo, grelhas de observação e registos institucionais, permitindo uma análise contextualizada das práticas pedagógicas e clínicas. As atividades incluíram visitas hospitalares, supervisão clínica, aulas presenciais e webinars, promovendo aprendizagens colaborativas em cenários de elevada complexidade. Resultados: A mobilidade internacional revelou-se eficaz na promoção do intercâmbio de práticas pedagógicas e assistenciais, enriquecendo o currículo, inovando metodologias e fortalecendo redes académicas. A docente visitante aprofundou conhecimentos sobre protocolos portugueses em cuidados críticos, enquanto os docentes anfitriões beneficiaram da partilha de abordagens brasileiras centradas na simulação de catástrofes e atendimento a múltiplas vítimas. Destacam-se como boas práticas os webinars interinstitucionais, a supervisão clínica com enfoque intercultural e o uso de simulações como estratégia pedagógica, favorecendo uma aprendizagem ativa, colaborativa e contextualizada. Conclusões: A experiência reforça o valor da mobilidade internacional na formação avançada em Enfermagem Crítica, promovendo inovação pedagógica e cooperação científica. Apesar dos benefícios, persistem desafios como diferenças curriculares, limitações infraestruturais e tempo reduzido para consolidação de projetos, exigindo estratégias híbridas e sustentáveis para futuras mobilidades e investigação conjunta.
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