Endurance do músculo transverso abdominal e dor lombar crónica
DOI:
https://doi.org/10.51126/pdye5k72Keywords:
Controlo Motor; Dor; Endurance Muscular; Palpação Manual; Unidade de Biofeedback de PressãoAbstract
Introdução: A dor lombar crónica (DLC) é um dos motivos mais frequentes na procura de intervenção em fisioterapia. A etiologia é frequentemente multifatorial, envolvendo fatores musculoesqueléticos, posturais e neuromusculares. O músculo transverso do abdómen (TrA), desempenha um papel central na etiologia e persistência da DLC. Objetivos: Analisar a influência de fatores sociodemográficos na DLC e na endurance do TrA, bem como investigar a relação entre ambas. Metodologia: Estudo observacional transversal analítico com 70 adultos, divididos em dois grupos: com DLC (n=21) e sem DLC (n=49). Foi aplicado um questionário para recolha de dados sociodemográficos, que inclua o Índice de Incapacidade Oswestry. Após responderam ao questionário, cada participante realizou um teste de endurance do músculo TrA com a Unidade de Biofeedback de Pressão (PBU), avaliando a capacidade de manter uma contração isométrica seletiva do TrA, que foi confirmada através da palpação manual. Os dados foram analisados no SPSS, com um nível de significância de 5%. Resultados: A amostra foi composta, maioritariamente, por adultos jovens, sendo que apenas um participante não praticava exercício físico. Nos indivíduos com DLC, a intensidade média (DP) de dor na END foi de 4,1 (1,9) e a pontuação média (DP) no ODI 2.0 foi de 5,5 (5,7), indicando incapacidade mínima. Do total, 43 participantes (61,5%) completaram o teste de endurance do TrA. Os fatores sociodemográficos estudados não se mostraram associados com a DLC, nem com a endurance do TrA. Porém, observou-se que o grupo com DLC, apresentava um IMC mais baixo (p = 0,026). Verificou-se menor endurance do TrA em 61,9% dos participantes com DLC, face a 28,6% sem DLC (p = 0,009). Conclusões: Apenas o IMC parece influenciar a presença de DLC, sem impacto na endurance do TrA. Os resultados sugerem uma associação entre menor endurance do TrA e a ocorrência desta condição. Estudos futuros de carácter longitudinal e com amostras maiores poderão clarificar esta relação e reforçar a importância do treino do TrA na prevenção e reabilitação da dor lombar crónica.
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