O efeito da não comparência dos utentes na eficiência do Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde Alentejo Central
DOI:
https://doi.org/10.51126/zcsa6p29Keywords:
Não comparência; eficiência; consultas externas; oftalmologia; gestão em saúdeAbstract
Introdução: A não comparência dos utentes a consultas externas é uma das principais fontes de desperdício nos serviços de saúde (Alturbag, 2024), comprometendo a eficiência, o acesso e a qualidade dos cuidados prestados (Dantas et al., 2018). Na Oftalmologia, uma das especialidades com maior procura, este fenómeno pode ter um impacto significativo nos tempos de espera (Law et al., 2023). Objetivo: Determinar o efeito da não comparência dos utentes na eficiência do Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), no ano de 2023. Metodologia: Conduziu-se um estudo observacional retrospectivo, baseado nos registos eletrónicos relativos aos agendamentos de consultas médicas e meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT’s) do ano de 2023, no Serviço de Oftalmologia. No total foram registados 44.948 agendamentos, dos quais 37.487 correspondiam a agendamentos programados. Efetuou-se o cálculo das taxas de não comparência (Tx.NC), tal como o tempo desperdiçado pelas ausências dos utentes e a alteração do percurso clínico dos mesmos. Resultados: A Tx.NC variou entre 8 e 13% para consultas médicas e MCDT’s, respetivamente, resultando em centenas de dias de trabalho desperdiçados. As primeiras consultas foram as mais vulneráveis à não comparência (um em cada dez utentes não compareceu) e as subespecialidades de retinopatia da prematuridade e oftalmologia pediátrica/estrabismo destacaram-se com as Tx.NC mais elevadas (24,5% e 18,4%, respetivamente). Nos MCDT’s, a maior Tx.NC verificou-se nas avaliações de ortóptica e respetivas sessões de tratamento (23,3% e 29,3%, respetivamente). As faltas aos exames contribuíram para um grande número de consultas médicas inefetivas, perturbaram o percurso clínico dos utentes e a carga de trabalho dos profissionais de saúde. Conclusão: A não comparência dos utentes afetou significativamente a eficiência do serviço de Oftalmologia da ULSAC, sobretudo em áreas com foco pediátrico. Evidencia-se a necessidade de adotar estratégias preventivas e de otimização de procedimentos internos que promovam uma gestão mais eficiente, melhorando o desempenho do serviço e consequente acesso ao mesmo.
Downloads
Published
Conference Proceedings Volume
Section
License
Copyright (c) 2026 RevSALUS - International Scientific Journal of the Academic Network of Health Sciences of Lusophone

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.







