Importância dos neurotransmissores no desenvolvimento de estratégias em ambiente profissional promotoras de bem-estar e felicidade no enfermeiro
DOI:
https://doi.org/10.51126/mye34146Abstract
Introdução: Ser enfermeiro é em muito, viver momentos de enorme oscilação emocional do outro, mas isso não apaga as nossas emoções. Pensar em processos de gestão em ambientes de trabalho, que nos ligue por via do sistema límbico, que por “boa vizinhança” entre a amígdala - central das emoções com hipocampo- central de memórias, em rede, pode ajudar a encontrar as melhores estratégias (Pinto, 2014). O bem-estar não depende não apenas de fatores externos, como carga de trabalho e apoio organizacional, mas também de processos neurobiológicos internos como os neurotransmissores como dopamina, serotonina, oxitocina, e cortisol entre outros, no seu papel central na regulação do humor, motivação e capacidade de lidar com o stress, influenciando diretamente a felicidade o bem-estar e a resiliência do enfermeiro. Por outro lado, sabemos que a Empatia é como um “porto seguro” emocional porque ativa circuitos cerebrais e químicos que nos conectam aos outros, promovendo bem-estar. (Smith, 2022). Objetivos: analisar a importância dos neurotransmissores no bem-estar e a felicidade no ambiente de trabalho do enfermeiro e refletir sobre os contributos dos neurotransmissores no desenvolvimento de estratégias de bem-estar no ambiente de trabalho dos enfermeiros. Utilizamos os Descritores: (DeCS) e (MeSH): Enfermagem, Burnout, Bem-Estar, Felicidade, Empatia, Neurotransmissores. Material e métodos: Utilizou-se a metodologia e orientações do Instituto Joanna Briggs para a elaboração de protocolos de revisão scoping. Resultados: A empatia cognitiva surge como um fator de proteção, reduzindo a suscetibilidade à fadiga por compaixão. E, compaixão é uma habilidade que pode ser desenvolvida e que a fadiga por empatia pode ser revertida aprendendo a transformar empatia em compaixão. Os programas de meditação mindfulness contêm as abordagens para o desenvolvimento de habilidades de compaixão. Outros estudos verificaram que a atenção plena não mostrou efeito tampão significativo da pressão do trabalho sobre a exaustão emocional, e a relação entre pressão no trabalho e cuidado empático e desempenho no trabalho foi mais forte quando a atenção plena foi baixa vs. alta e a atenção plena foi reforçada. Conclusões: Políticas de saúde que integrem o apoio organizacional com treino ao desenvolvimento de empatia; reavaliação cognitiva; regulação emocional e apoio entre pares, podem mitigar eficazmente a fadiga por compaixão entre enfermeiros. A empatia demonstrou ter um efeito mediador entre a fadiga por compaixão e o burnout, onde o efeito indireto da fadiga por compaixão sobre o burnout é agravado quando os níveis de empatia dos enfermeiros aumentam. Estratégias positivas de enfrentamento, apoio social, crenças fundamentais e empatia desempenham papéis essenciais no aprimoramento do VPTG. A inteligência emocional (IE) desempenha um papel fundamental na redução do impacto negativo do burnout. O ostracismo no local de trabalho influencia o comportamento desviante entre enfermeiros, tanto direta como indiretamente, através da exaustão emocional e do silêncio defensivo.
Scoping review registration: doi:10.17605/OSF.IO/AMF8S.
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