Quantificação de células totais no líquido cefalorraquidiano: Poderá o Alinity hq ser uma alternativa eficaz?
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8i1.988Palavras-chave:
Líquido cefalorraquidiano; Hemocitómetro; Automação; Contagem diferencial de célulasResumo
A quantificação celular no líquido cefalorraquidiano (LCR) é um método crítico para o diagnóstico de hemorragia subaracnoidea, patologias neuroinflamatórias e neoplásicas. Apesar dos inúmeros avanços tecnológicos em analisadores hematológicos automáticos, a contagem de células do LCR ainda é um procedimento manual em diversos laboratórios de patologia clínica. Como consequência tem-se um procedimento mais moroso e laborioso, que exige profissionais experientes e não obstante apresenta alta variabilidade intra e interoperador.
Métodos: Para avaliar a possibilidade de automatizar a contagem de células do LCR, foi realizado um estudo comparativo-descritivo para validar e implementar o método. Foi realizada uma comparação entre o método manual de contagem de células do LCR (método de referência) e o analisador automático Alinity hq em 222 amostras do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil. Os dados foram analisados estatisticamente pelo método de Bland-Altman para determinar os limites de concordância entre os métodos e a capacidade do Alinity hq (Abbott Laboratories, Diagnostics Division, Hematology, 2012, Santa Clara, CA, EUA) para discriminar amostras patológicas (≥ 5 leucócitos/μL) de amostras normais (< 5 leucócitos/μL).
Resultados: Os leucócitos apresentaram uma diferença média entre a contagem manual e a contagem automática de – 2,0 leucócitos/μL e uma concordância de [-30,18 a 26,18 leucócitos/μL]. Para a contagem de eritrócitos, obtivemos uma diferença média de -106,36 eritrócitos/μL e uma concordância de [-934,64 a 721,96 eritrócitos/μL].
Conclusão: O baixo conteúdo celular do LCR e os valores de referência clinicamente aceitos impostos para o método são um obstáculo à implementação da automatização na prática clínica.
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