Colonização humana e animal por Staphylococcus aureus resistente à meticilina: Abordagem One Health no combate à resistência antimicrobiana
DOI:
https://doi.org/10.51126/sn3x4382Palavras-chave:
One Health, Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Colonização humana, Colonização animalResumo
Introdução: A resistência antimicrobiana (RAM) é atualmente considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais ameaças globais à saúde pública. A publicação, em 2015, do Plano de Ação Global da OMS sobre a Resistência Antimicrobiana 2 incentivou a intensificação do combate à RAM em vários países, incluindo Portugal, com a implementação e desenvolvimento do conceito “One Health”. Um dos microrganismos classificados pela OMS como alta prioridade é o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) associado a elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. Objetivos: Este estudo utilizou uma abordagem One Health na avaliação da prevalência de MRSA associada a colonização humana e animal em diferentes contextos ocupacionais e na comunidade. Metodologia: Foram realizados estudos transversais entre 2017 e 2020 em ambientes associados a cuidados de saúde, comunidade e explorações animais. Em todos os contextos foi realizada amostragem por zaragatoa nasofaríngea (humanos e animais) e metodologias microbiológicas clássicas incluindo sementeira em meios seletivos e identificação de estirpes MSSA e MRSA através de técnicas imunológicas. Resultados: Neste trabalho, foram identificadas prevalências de colonização humana por MRSA em portadores assintomáticos entre trabalhadores de padarias de 25%, explorações suínas 46%, bombeiros 21%, profissionais de saúde 23,7% a 43,3% e na comunidade de 4% a 10%. Em suínos foram identificadas prevalências de colonização por MRSA entre 34% e 66%. Discussão: Os dados obtidos demostram uma clara dispersão e disseminação do MRSA pela comunidade, ambiente de cuidados de saúde e pecuária, associada a elevadas taxas de colonização humana e animal. A caracterização da origem dos clones isolados poderá revelar a real dispersão e mobilidade destes microrganismos e a identificação de ambientes de alta prioridade de intervenção. Conclusões: O trabalho apresentado sustenta a necessidade de desenvolver e implementar abordagens inovadoras de combate à RAM, particularmente em ambientes ocupacionais de alto risco, em conformidade com as diretrizes da OMS concebidas para orientar decisores políticos, investigadores e financiadores de forma a implementar políticas e intervenções efetivas, especialmente em ambientes com recursos limitados.
Financiamento e Agradecimentos: Este trabalho foi apoiado pelo Instituto Politécnico de Lisboa, Portugal, através do financiamento dos Projectos “Occupational exposure of ambulance drivers to bioburden” (IPL/2020/BIO-AmbuDrivers_ESTeSL), “Bacterial Bioburden assessment in the context of occupational exposure and animal health of swine productions” (IPL/2016/BBIOR- Health _ESTeSL) e “Resistance modulation and epigenetic divergence in resistant phenotypic profiles of Staphylococcus aureus” (IPL/2020/ EpiResistanceSA _ESTeSL). A autora agradece o apoio nacional da FCT/MCTES através dos projectos UIDB/05608/2020 e UIDP/05608/2020.
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