Rastreamento de transtornos mentais em estudantes brasileiros atendidos pela Equipe ConViver do Projeto CASA da UFRJ
DOI:
https://doi.org/10.51126/hrbnpa56Palavras-chave:
Transtorno mental; projeto Casa; estudantes universitáriosResumo
Introdução: A prevalência de transtornos mentais na população brasileira é elevada. Ainda que alinhados com esta realidade global, nos estudantes universitários encontram-se especificidades que se diferenciam da população em geral. Entre os principais transtornos mentais encontram-se os níveis elevados de ansiedade, depressão e transtornos de personalidade. O cuidado da saúde mental dos estudantes é reconhecido como sendo da maior relevância e, por isso, uma prioridade. Este estudo tem como objetivo fazer o rastreamento das sintomatologias dos transtornos mentais entre estudantes universitários atendidos pela Equipe ConViver do Projeto Casa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Metodologia: a população foi de 117 estudantes universitários atendidos pela equipe ConViver. Foram realizadas entrevistas de triagem e fez-se a aplicação das escalas DASS-21 (Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse), QSV-BR (Questionário Sentido de Vida) e SBQ-R (Suicide Behaviors Questionnaire – Revised). Após a análise dos pedidos de atendimento, 40 dos estudantes que apresentavam sintomas relacionados com transtornos mentais, foram encaminhados para a Equipe ConViver e submetidos a intervenções em psicoterapia breve. Resultados: Relativamente ao rastreio, 45% dos estudantes (18) apresentavam indicadores de ansiedade, sendo que 3 destes apresentaram comorbidade com depressão; 6 estudantes (15%) apresentaram um quadro clínico de depressão; três (7%) com ideação suicida; dois (5%) com sintomatologia obsessivo compulsiva; dois com pensamentos persecutórios; dois com indicação de TDAH; dois apresentando queixas psicossomáticas; um (2,5%) com indicação de transtorno pós traumático; um apresentando sintomas de compulsão alimentar; um com indicativo de psicose; um apresentando sintomas de anorexia; um com sintomatologia fóbica. Quanto ao seguimento terapêutico, cerca de 20% dos pacientes (8) concluíram o processo terapêutico, com intervenção através de psicoterapias breves; 4 (10%) abandonaram o tratamento e 28 (70%) necessitaram ser encaminhados para outros serviços de saúde mental. Conclusões: Estudos desta natureza são importantes para a compreensão da realidade dando contributos no desenvolvimento de estratégias eficazes e no planeamento de programas para reduzir os fatores de risco à saúde mental dos estudantes universitários.
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