O peso do diagnóstico: comparação da condição física e perceção de saúde em idosos institucionalizados com e sem Diabetes Tipo 2
DOI:
https://doi.org/10.51126/k7fb6b57Palavras-chave:
Idosos institucionalizados; diabetes mellitus tipo 2; condição física; estado de saúde percecionado; fisioterapiaResumo
Introdução: O envelhecimento populacional em Portugal tem contribuído para o aumento da institucionalização de idosos, grupo particularmente vulnerável a doenças crónicas como a diabetes mellitus tipo 2 (DM2), frequentemente associada à perda de funcionalidade, autonomia e qualidade de vida. Objetivos: Comparar a condição física e a perceção do estado de saúde em idosos institucionalizados, com e sem diagnóstico de DM2. Material e Métodos: Estudo observacional, transversal e comparativo, realizado com 33 idosos institucionalizados (15 com DM2; 18 sem DM2), com idade média de 85,2 ± 6,7 anos. A aptidão física foi avaliada pela bateria Senior Fitness Test (SFT); a perceção de saúde, pela escala EQ-5D. Utilizaram-se testes não paramétricos (Mann-Whitney e qui-quadrado), com significância estabelecida em p<0,05. Resultados: Não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em nenhuma das variáveis analisadas (p>0,05). Ambos os grupos apresentaram baixos níveis de aptidão física (Chair Stand: 6,9 ± 4,0 repetições; Timed Up and Go: 22,6 ± 14,0 s; Step Test: 18,3 ± 14,2 passos) e uma perceção de saúde moderada (EQ-5D Index: 0,79 ± 0,1; VAS: 58,7 ± 23,4). A única variável com tendência à significância foi o EQ-5D Index (p=0,067). Conclusões: A ausência de diferenças significativas não deve ser interpretada como falta de impacto clínico, mas sim como um reforço da necessidade de abordagens centradas na funcionalidade global do idoso, para além do diagnóstico clínico. Os resultados sublinham a importância de estratégias focadas na manutenção da funcionalidade e no papel ativo da fisioterapia, destacando a relevância de mais investigação longitudinal e personalizada nesta população.
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