Prevalência da infeção pelo VIH entre mulheres atendidas no Hospital Municipal de Benguela, 2023-2024
DOI:
https://doi.org/10.51126/q9xgya18Palavras-chave:
VIH; Prevalência; Mulheres; Hospital Municipal de BenguelaResumo
Introdução: O vírus da imunodeficiência humana (VIH) é um agente infecioso que compromete o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a doenças oportunistas e contribuindo significativamente para a morbimortalidade global. Em Angola, o VIH continua a ser um dos principais problemas de saúde pública, sobretudo entre mulheres em idade reprodutiva, devido a fatores biológicos, sociais e culturais que favorecem a vulnerabilidade feminina (UNAIDS, 2023; Ministério da Saúde de Angola, 2022). Objetivos: Determinar a prevalência da infeção pelo VIH entre mulheres atendidas no Hospital Municipal de Benguela entre 2023 e 2024, caracterizando o perfil epidemiológico das pacientes e a distribuição dos casos segundo variáveis demográficas e clínicas. Material e Métodos: Realizou-se um estudo descritivo, observacional, transversal e retrospetivo, com base em dados secundários de 649 registos de mulheres testadas para VIH. Foram analisadas variáveis como idade, faixa etária, tipo de caso (novo, readmissão ou transferido) e proveniência do diagnóstico. A análise estatística foi efetuada com o software SPSS, utilizando medidas de frequência, cálculo de prevalência global e por subgrupos, além de análise temporal mensal e anual. Resultados: A prevalência global da infeção pelo VIH foi de 39,9%. Observou-se maior incidência em mulheres com idades entre 20 e 35 anos (39,8%), predominando os novos diagnósticos (74,9%) e verificando-se um pico de casos em abril de 2024. A maioria das deteções ocorreu nos serviços de aconselhamento e testagem voluntária (32,5%) e nas consultas pré-natais (29,7%), indicando que as estratégias de rastreio mantêm papel fundamental na identificação precoce da infeção. Conclusões: Os resultados demonstram que a transmissão do VIH continua ativa na comunidade e que a infeção permanece relevante entre mulheres em idade reprodutiva. A análise da proveniência dos casos reforça a importância da integração dos serviços de saúde, sugerindo a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção, rastreio precoce, acompanhamento contínuo e articulação entre os níveis de atenção. Intervenções integradas e adaptadas ao contexto local são essenciais para reduzir a incidência e melhorar a qualidade de vida das mulheres infetadas.
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