Esquemas terapêuticos para a infeção por larva migrans provocada por Toxocara spp. em humanos e animais de companhia: Revisão Sistemática
DOI:
https://doi.org/10.51126/yzw4sb91Palavras-chave:
Toxocaríase; larva migrans; tratamento; segurança; eficáciaResumo
Introdução: A toxocaríase, causada por Toxocara canis ou Toxocara cati, é uma zoonose com um impacto significativo na saúde pública (Felix, 2020). Os humanos podem desenvolver a forma visceral, ocular ou cutânea da infeção, enquanto os cães e gatos funcionam como hospedeiros definitivos e fontes de contaminação ambiental (Pawlowski, 2001). Apesar da existência de esquemas terapêuticos antiparasitários, existe uma lacuna de evidências consolidadas sobre a eficácia e segurança em diferentes contextos reais. Objetivos: Avaliar, de forma sistemática, a eficácia e segurança dos diferentes esquemas terapêuticos farmacológicos utilizados em humanos e animais de companhia infetados por larva migrans de Toxocara spp., identificando estratégias eficazes e lacunas na literatura. Material e Métodos: Pretende-se desenvolver uma revisão sistemática com base no Guia PRISMA 2020 (Page et al., 2021). Foram incluídos estudos primários com dados sobre a eficácia clínica/parasitológica e/ou a segurança de esquemas terapêuticos em humanos, cães e gatos. As informações foram extraídas e analisadas qualitativamente, agrupadas por população-alvo e forma clínica da infeção. Resultados: Nos humanos, o albendazol associado a corticoterapia demonstrou os melhores resultados no controlo da infeção, embora as sequelas causadas permaneçam irreversíveis. Os estudos apresentam limitações relevantes, como a ausência de ensaios clínicos controlados, a heterogeneidade terapêutica e a escassez de informação relativa à população adulta. Nos cães e gatos, os fármacos como a milbemicina oxima, a emodepsida, a selamectina, o pirantel, a ivermectina e a nemadectina demonstraram elevada eficácia na eliminação parasitária e na prevenção de reinfeções. No entanto, há poucos estudos que abordam as manifestações clínicas, características demográficas e os efeitos adversos, e há também uma sub-representação dos gatos. Conclusão: Os tratamentos disponíveis são geralmente eficazes, mas foram detetadas lacunas relevantes quanto à padronização de protocolos, ao acompanhamento farmacoterapêutico a longo prazo e à avaliação da segurança, revelando-se necessário desenvolver novos estudos controlados e integrativos para orientar as práticas terapêuticas na medicina humana e veterinária.
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