O impacto da alimentação com FODMAPs nos efeitos secundários agudos da Radioterapia Externa na Pelve
DOI:
https://doi.org/10.51126/2kn1nx92Palavras-chave:
Radioterapia [D011878]; Neoplasias Pélvicas [D010386]; Efeito Secundário [DDCS055168]; Qualidade de vida [D011788]; Dieta FODMAP [D000092622]Resumo
Introdução: A pelve é frequentemente submetida a radioterapia no tratamento de neoplasias malignas, levando a efeitos gastrointestinais agudos, como diarreia, obstipação, flatulência e distensão abdominal. A dieta Low FODMAP tem demonstrado eficácia na redução destes sintomas, sendo uma estratégia nutricional promissora para melhorar a tolerância à radioterapia. Objetivos: Analisar a relação entre a anatomia pélvica, os efeitos da radioterapia e a dieta Low FODMAP na gestão das toxicidades gastrointestinais, com vista à melhoria da qualidade de vida dos doentes oncológicos. Material e Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática segundo a metodologia PRISMA, com abordagem qualitativa, baseada em literatura científica publicada desde 2014. A pesquisa foi efetuada em motores de busca científicos, aplicando critérios de inclusão rigorosos e as palavras-chave: “Dieta FODMAP”, “Neoplasias pélvicas”, “Efeito secundário”, “Radioterapia” e “Qualidade de vida”. Resultados: A implementação de uma dieta Low FODMAP em doentes submetidos a radioterapia pélvica associa-se à melhoria de sintomas gastrointestinais frequentemente relatados, como diarreia, distensão abdominal e desconforto retal. Observam-se também alterações na produção de gases, no volume retal e na consistência e frequência das dejeções. Vários estudos referem modificações na microbiota intestinal e na integridade da mucosa, sugerindo que a redução de FODMAPs pode mitigar a inflamação e diminuir a sensibilidade intestinal durante a radioterapia. Conclusões A dieta Low FODMAP revela-se uma intervenção nutricional eficaz na redução dos efeitos gastrointestinais agudos provocados pela radioterapia pélvica, contribuindo para melhor qualidade de vida. A sua ação parece relacionar-se com a modulação da microbiota e com a diminuição da inflamação intestinal. Contudo, a heterogeneidade metodológica, o número reduzido de estudos e os tamanhos amostrais pequenos justificam a necessidade de investigação adicional para consolidar a evidência existente.
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