Impacto na Saúde do Uso de Agentes Desinfetantes no Contexto Pós-COVID-19: uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.51126/y1p0dr31Palavras-chave:
Desinfetantes; COVID-19; exposição ocupacional; medidas de mitigaçãoResumo
Introdução: A pandemia de COVID-19 provocou um aumento substancial na utilização de agentes desinfetantes em ambientes interiores, levantando preocupações sobre os seus efeitos na saúde humana e na qualidade do ar. Compostos como monoterpenos, ozono e partículas ultrafinas (PUFs) estão associados a impactos adversos, especialmente em espaços com ventilação deficiente (Marval et al., 2022). Objetivos: Esta revisão de literatura teve como objetivo avaliar os efeitos da exposição a desinfetantes, com foco na interação química entre monoterpenos e ozono e na consequente formação de PUFs, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório e atingir a circulação sanguínea (Waring & Wells, 2015). Material e Métodos: A metodologia seguiu as diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), com pesquisa em bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, e ScienceDirect, no período de 2020 e 2025. As palavras-chave utilizadas foram: “desinfetantes”; “COVID-19” e “exposição ocupacional. Foram encontrados 567 artigos, após a leitura dos títulos dos artigos, verificou-se que alguns se repetiam nas diferentes bases de dados e outros não preenchiam os critérios deste estudo. Foram selecionados 124 artigos para leitura do resumo e excluídos os que não cumpriam o propósito da pesquisa. Após a leitura dos resumos, foram selecionados 46 artigos que foram lidos na íntegra. Na seleção final, foram aceites 38 artigos. Resultados: Os resultados demonstram que a exposição prolongada a desinfetantes, sobretudo em contextos ocupacionais, pode agravar patologias respiratórias e cardiovasculares. A formação de PUFs por reações entre ozono e monoterpenos, como o limoneno, representa um risco adicional à saúde. Embora os desinfetantes naturais apresentem menor toxicidade, a sua eficácia e segurança requerem validação científica. A ventilação adequada e o uso de sistemas de filtração, como filtros High Efficiency Particulate Air (HEPA), revelam-se medidas eficazes para reduzir a exposição a poluentes (Agarwal et al., 2021). Conclusões: Apesar da relevância dos desinfetantes na contenção da COVID-19, é essencial equilibrar a sua utilização com práticas que minimizem os riscos à saúde pública. A ciência assume aqui um papel central, não apenas como instrumento de diagnóstico, mas como motor de transformação, contribuindo diretamente para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para a reorientação das práticas construtivas.
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