Inovação em impressão 3D para a confeção de ortóteses – integração de tecnologia digital e termoplásticos de baixa temperatura
DOI:
https://doi.org/10.51126/9k19qc42Palavras-chave:
Impressão 3D; Ortóteses; Terapia Ocupacional e Reabilitação; Inovação Tecnológica; Acessibilidade em SaúdeResumo
Introdução: A confeção de ortóteses constitui uma intervenção terapêutica essencial em reabilitação. A produção manual exigia formação especializada, limitando a sua acessibilidade em contextos com recursos reduzidos. O SHAP3D é um filamento termoplástico de baixa temperatura para tecnologia Fused Deposition Modelling (FDM), que combina impressão 3D com propriedades de remoldagem. Estudos demonstram que dispositivos 3D apresentam melhor ajuste, conforto e satisfação do utilizador, comparativamente aos métodos convencionais, mantendo eficácia clínica equivalente. Objetivos: Apresentar as mais-valias técnicas e aplicabilidade do SHAP3D para fabricação aditiva 3D de ortóteses, comparativamente aos métodos convencionais (como moldagem indireta com gesso ou moldagem direta com termoplástico por profissionais especializados (como terapeutas ocupacionais). Materiais e Métodos: Análise descritiva de documentação técnica oficial do SHAP3D, integração com software Computer-Aided Design (CAD) e scan 3D. Revisão de literatura científica sobre impressão 3D na confeção de ortóteses, com foco na eficácia clínica, análise custo-benefício e equidade em saúde. Resultados: O SHAP3D é um dispositivo médico classe I com diâmetros 1,75-2,85 mm, compatível com impressoras FDM de alimentação direta. Apresenta propriedades idênticas aos termoplásticos de baixa temperatura, ativados e remoldáveis a 65°C. Principais mais-valias: (1) termoformabilidade pós-impressão a 65°C; (2) solução compatível com velocidades variáveis (60-80 mm/s); (3) propriedades mecânicas otimizadas (módulo flexão 680 MPa, dureza Shore D 59); (4) hidrofobicidade; (5) acessível a profissionais com formação limitada; (6) produção remota (scan → design CAD → impressão → envio); (7) durabilidade comparável aos convencionais; (8) ausência de degradação térmica. Tempo de fabrico: 1-3 horas (ortóteses simples) e 3-6 horas (ortóteses complexas). Em comparação com os métodos convencionais possibilita redução de custos, precisão dimensional elevada e reprodutibilidade consistente. Conclusões: A combinação da impressão 3D com propriedades termoplásticas de baixa temperatura constitui uma solução inovadora (remoldagem), permite colmatar défices de formação, reduzir barreiras e promover equidade no acesso a dispositivos médicos personalizados. Futuras investigações deverão focar-se em: (1) estudos de eficácia clínica comparativa com ortóteses convencionais; (2) avaliação de aceitabilidade do paciente, conforto, adesão terapêutica e satisfação; (3) análise de custo-efetividade; (4) desenvolvimento de protocolos de formação; (5) investigação sobre propriedades biomecânicas a longo prazo; (6) avaliação de biocompatibilidade e potencial alergénico.
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