Capacitação para a autogestão do regime medicamentoso: mapeamento das intervenções do tipo “ensinar”
DOI:
https://doi.org/10.51126/dfzhxe74Palavras-chave:
Autogestão, Regime medicamentoso, Enfermagem, Intervenções de enfermagem, ConhecimentoResumo
Introdução: O processo de adaptação à doença é influenciado por fatores individuais, comunitários e sociais (Meleis et al., 2007), incluindo o conhecimento sobre a condição e os tratamentos. Para facilitar esta transição, é essencial capacitar os indivíduos com informação que lhes permita compreender a sua condição de saúde e a importância do regime terapêutico (Nock et al., 2023). As intervenções educativas assumem, neste contexto, um papel central no processo de adaptação. Objetivos: Mapear o conhecimento relativo aos dados, diagnósticos e intervenções de enfermagem no âmbito do processo de autogestão do regime medicamentoso. Focamo-nos, particularmente, nas intervenções do tipo “ensinar” que promovem o conhecimento, enquanto condicionalismo do processo adaptativo à condição de doença. Material e Métodos: Scoping review. A pesquisa foi conduzida em várias bases de dados, incluindo CINAHL Complete, CINAHL Plus with Full Text, MEDLINE via EBSCOHOST, Web of Science, OVID e SCOPUS. Após a identificação dos estudos e remoção de duplicados, procedeu-se à triagem inicial com base na leitura dos títulos e resumos, excluindo-se os estudos que não preenchiam os critérios de elegibilidade previamente definidos. Resultados: Foram identificados 753 artigos. Após a triagem de títulos, resumos e aplicação dos critérios de elegibilidade, incluíram-se 241. Pela análise das referências, acrescentaram-se mais 24, totalizando 260 artigos. Com foco no conhecimento emergiram nove categorias de intervenções: I) ensinar sobre regime medicamentoso; II) ensinar sobre autogestão do regime medicamentoso; III) ensinar sobre resposta à medicação; IV) ensinar sobre efeitos secundários da medicação; V) ensinar sobre armazenamento da medicação; VI) ensinar sobre medidas de segurança; VII) ensinar sobre ajuste da medicação de acordo com resultados de autovigilância; VIII) ensinar sobre autogestão do RM através de informoterapia; e, IX) ensinar sobre estratégias que promovam a autogestão do RM. Conclusões: O conhecimento é um fator pessoal que influencia o processo de transição saúde/doença. Assim, é essencial que os enfermeiros prescrevam intervenções que promovam este conhecimento, contribuindo para a capacitação da pessoa na autogestão do regime medicamentoso e no processo de adaptação à doença.
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