Sustentabilidade no Ensino da Fisioterapia: Atitudes, Competências e Barreiras entre Estudantes do Ensino Superior
DOI:
https://doi.org/10.51126/r34sc731Palavras-chave:
Sustentabilidade; fisioterapia; educação superior; competências; saúde e ambienteResumo
Introdução: A integração da sustentabilidade na formação em fisioterapia é essencial face aos desafios ambientais e às suas implicações na saúde. Porém, a prontidão formativa e institucional para tal integração permanece pouco caracterizada em contextos lusófonos. Objetivos: Caracterizar atitudes, competências percebidas, comportamentos sustentáveis e barreiras à integração da sustentabilidade entre estudantes de fisioterapia de uma instituição de ensino superior portuguesa. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal e descritivo. Aplicou-se um questionário online desenvolvido para o efeito a estudantes de licenciatura (n=113; 18–34 anos; 60,2% feminino). Aprovação ética: 2025/05-06. Resultados: Apenas 13,3% reportaram formação prévia em sustentabilidade; 81,4% reconheceram a relação ambiente–saúde; 67,3% defenderam a inclusão do tema no currículo; 61,9% referiram comportamentos sustentáveis (p.ex., redução de descartáveis). Principais barreiras: falta de formação (49,6%) e apoio institucional limitado (44,2%). Observaram-se diferenças por género em “Atitudes e Crenças” (χ²(4)=13,4; p=0,010) e em “Barreiras Percebidas” (χ²(4)=13,1; p=0,011). Não houve diferenças no conhecimento percebido entre estudantes com e sem formação prévia (t(111)=-0,577; p=0,565). Conclusões: Os estudantes evidenciam atitudes favoráveis, mas persistem lacunas formativas e de suporte institucional. Implica-se: (i) integração transversal de sustentabilidade no currículo de fisioterapia; (ii) pedagogias ativas e interdisciplinares; (iii) capacitação docente e indicadores de competência para uma prática clínica de baixo impacto ambiental.
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