Conhecimento sobre a Higiene das Mãos nos Estudantes de Enfermagem: um Pilar Essencial na Prevenção da Infeção
DOI:
https://doi.org/10.51126/qrv4ny60Palavras-chave:
Higiene das mãos; Estudantes; Enfermagem, Educação, InfeçãoResumo
Introdução: A higiene das mãos constitui uma das intervenções mais eficazes na prevenção e controlo das infeções associadas aos cuidados de saúde, sendo reconhecida como um pilar fundamental da segurança do doente (Lotfinejad et al., 2021). O conhecimento sobre a higiene das mãos e a habilidade técnica dos futuros profissionais de saúde são importantes para garantir que estas competências sejam adquiridas antes de iniciarem atividades clínicas em contexto real (Pursell & Gould, 2021). Objetivos: Avaliar o conhecimento sobre a higiene das mãos, com solução antissética de base alcoólica, dos estudantes do Curso da Licenciatura em Enfermagem de diferentes instituições de ensino em Portugal. Material e Métodos: Estudo multicêntrico, exploratório, descritivo e transversal. A amostra, de conveniência, foi constituída por 416 estudantes de enfermagem de três instituições de ensino superior do Norte de Portugal, excluindo-se os que se encontravam em programas de mobilidade nacional ou internacional. A recolha de dados foi efetuada através de um questionário de autopreenchimento que incluiu variáveis sociodemográficas, bem como itens destinados a avaliar o conhecimento sobre as infeções associadas aos cuidados de saúde e a higiene das mãos, os “cinco momentos” recomendados pela OMS e a estratégia multimodal de promoção da higiene das mãos. Os dados foram analisados de forma descritiva, assegurando-se o cumprimento de todos os princípios éticos, incluindo a aprovação pelas comissões de ética das instituições envolvidas e o consentimento livre e informado dos participantes. Resultados: Relativamente ao conhecimento sobre a higiene das mãos, 73,3% identificaram corretamente os passos da técnica e 75,5% reconheceram os cinco momentos preconizados pela OMS. No entanto, apenas 48,3% indicaram o tempo recomendado para a fricção antisséptica das mãos com solução antissética de base alcoólica. Quanto à eficácia antimicrobiana, somente 31,3% responderam que o Clostridioides difficile não é eliminado por ação do antissético, sendo que 45,2% declararam não saber responder. Ainda assim, 81,7% reconheceram que a fricção com solução antissética está contraindicada quando as mãos estão visivelmente sujas. Conclusões: Globalmente os estudantes de enfermagem demonstraram bons conhecimentos sobre a higiene das mãos, contudo persistem lacunas em aspetos específicos, como o tempo de fricção e a sua eficácia antimicrobiana.
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