Universidades Seniores como Espaços de Envelhecimento Ativo: Um Estudo de Caso sobre Qualidade de Vida e Bem-Estar
DOI:
https://doi.org/10.51126/myxcm290Palavras-chave:
Universidade Sénior; Envelhecimento Ativo; Qualidade de Vida; Bem-Estar; Educação ao Longo da VidaResumo
Introdução: O envelhecimento demográfico acentua a necessidade de criar oportunidades de participação social, educativa e cultural para as pessoas idosas. As universidades seniores assumem-se como espaços privilegiados de promoção do envelhecimento ativo, oferecendo aprendizagens significativas e relações interpessoais que reforçam a autoestima, a motivação e o sentido de pertença. A frequência destas instituições pode traduzir-se em ganhos expressivos de qualidade de vida e bem-estar psicológico, mas é fundamental compreender como estes impactos se manifestam em contextos locais específicos. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da participação numa universidade sénior na perceção de qualidade de vida e bem-estar dos seus frequentadores, explorando as dimensões mais valorizadas da experiência educativa e social. Métodos: Realizou-se um estudo de caso de caráter descritivo e exploratório, numa universidade sénior situada no norte de Portugal. Participaram 45 estudantes seniores, com idades entre 60 e 84 anos, de ambos os sexos. A recolha de dados foi efetuada através de um questionário sociodemográfico e da aplicação de escalas de autorrelato sobre bem-estar e qualidade de vida. Complementarmente, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas que permitiram compreender perceções e motivações associadas à frequência da universidade sénior. Os dados quantitativos foram tratados por análise estatística descritiva e os qualitativos submetidos a análise de conteúdo temática. Resultados: Os participantes referiram melhorias expressivas nas dimensões psicológica, social e ambiental da qualidade de vida, associadas à participação regular nas atividades. Verificou-se aumento da autoestima, ampliação das redes de apoio e perceção de maior utilidade social. As entrevistas destacaram a relevância das relações interpessoais, da aprendizagem contínua e da participação em atividades culturais e de convívio como fatores essenciais para o bem-estar. Conclusões: Conclui-se que a universidade sénior constitui um importante meio de promoção do envelhecimento ativo, potenciando ganhos emocionais, cognitivos e sociais. A sua frequência regular contribui para o fortalecimento da autonomia, da integração comunitária e da satisfação global com a vida, evidenciando o seu papel enquanto espaço de inclusão e valorização da pessoa idosa.
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