Epigenética da Personalidade sobre a Obesidade: Psicologia Integrativa na Prevenção e Cura
DOI:
https://doi.org/10.51126/fafj3d97Palavras-chave:
Epigenética; personalidade; obesidade; psicologia integrativa; biomedicinaResumo
Introdução: A obesidade é uma condição multifatorial resultante da interação entre fatores genéticos, epigenéticos, psicológicos e socioculturais. A Teoria Epigenética da Personalidade (TEP), proposta por Margato (2025), defende que as emoções, os vínculos afetivos e os hábitos comportamentais moldam a expressão génica através de mecanismos epigenéticos, influenciando a personalidade e o metabolismo. A epigenética da personalidade constitui, assim, uma ponte entre mente e corpo, explicando como experiências emocionais e escolhas de vida podem induzir alterações biológicas mensuráveis. Objetivos: Investigar o papel da epigenética da personalidade na obesidade, evidenciando o potencial de abordagens não invasivas — como nutrição personalizada, atividade física, naturopatia e educação emocional — na reprogramação epigenética e na promoção da saúde integrativa. Pretende-se propor um modelo clínico que una psicologia, biomedicina e medicina comportamental, centrado na prevenção e na transformação consciente. Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura científica em acesso aberto sobre epigenética da obesidade e da personalidade. Foram analisados estudos que avaliaram modificações epigenéticas associadas a intervenções de estilo de vida, com base em Margato (2025), Gallardo-Escribano et al. (2020) e Ramos-López (2023). Estes autores abordam, respetivamente, a base teórica da TEP, a plasticidade epigenética infantil e os biomarcadores epigenéticos de respostas metabólicas a mudanças comportamentais e nutricionais. Resultados: Gallardo-Escribano et al. (2020) demonstraram que intervenções baseadas em dieta mediterrânica e atividade física em crianças com obesidade alteram a metilação de genes ligados ao metabolismo e à inflamação. Ramos-López (2023) confirmou que nutrição personalizada, exercício regular e gestão do stresse produzem assinaturas epigenéticas associadas a melhorias metabólicas e cardiovasculares. O modelo integrativo de Margato (2025) propõe que emoções, pensamentos e comportamento alimentar partilham vias epigenéticas comuns, sendo a consciência emocional e os hábitos saudáveis determinantes na cura comportamental. Conclusões: A epigenética da personalidade demonstra que mente e corpo são expressões interdependentes de um mesmo sistema biológico e emocional. Intervenções integrativas que combinam psicologia, nutrição e naturopatia podem modificar marcas epigenéticas associadas à obesidade, promovendo equilíbrio metabólico e bem-estar psicológico. A psicologia integrativa, aliada à literacia epigenética e à educação emocional, deverá constituir um pilar essencial nas políticas de saúde do futuro.
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