Competências de Suporte Básico de Vida em contexto Não Saúde – estudo piloto
DOI:
https://doi.org/10.51126/03t9sf67Palavras-chave:
Paragem cardiorrespiratória (PCR); Suporte Básico de Vida (SBV); Formação SBV; Treino SBV; Competências SBVResumo
Introdução: Em Portugal a formação em Suporte Básico de Vida (SBV) não é obrigatória em nenhum nível de ensino e em nenhum contexto profissional (exceto em instituições de saúde), e não é gratuita. Objetivo: Avaliar a manutenção e/ou perda de conhecimentos e/ou competências em SBV em adultos que trabalham em contexto não saúde numa empresa prestadora de serviços financeiros. Material e métodos: Quinze adultos realizaram, no 1º semestre de 2025, formação estruturada em SBV durante 3 horas com formador certificado e experiente. Todos desenvolveram competências credíveis em todo o algoritmo de SBV. Entre 4-7 meses depois alguns realizaram um treino de SBV igual ao da formação, tendo sido aplicada uma checklist ao seu desempenho, após o qual preencheram um questionário online sobre conhecimentos/competências em SBV. O estudo foi autorizado pela entidade empregadora e os participantes assinaram previamente consentimento informado, garantindo que não reviram conhecimentos nem treinaram competências. Resultados: A adesão ao treino de SBV foi de 60% (9/15), e ao preenchimento do questionário foi de 53% (8/15). Relativamente às idades, 62,5% tinham menos de 31 anos. Relativamente ao treino de SBV, nas compressões torácicas registou-se desempenho positivo na localização das mãos (77%), no ritmo (100%) e na profundidade (66,7%). Nas ventilações a maioria teve desempenho positivo na eficácia (77%), mas registaram-se algumas falhas na eficiência, nomeadamente na selagem da pocket-mask (55,5%) e na extensão da cabeça (44%). Relativamente ao questionário, todos os participantes se autoavaliaram em 3 (37,5%) ou 4 (62,5%) quanto à manutenção de competências, numa escala 1-5. Metade dos participantes considerou a periodicidade de 1 ano o intervalo ideal para repetir a formação. Todos consideraram que seria útil a formação ser feita em cenário mais real, com 37,5% a concordarem totalmente. Quanto ao uso de realidade virtual na formação, 62,5 % escolheu scores entre 1-2. Conclusões: Apenas um participante teve contacto com SBV previamente a esta formação. Verificou-se uma perda de competências em passos importantes do algoritmo, como a avaliação da consciência, da respiração, e no pedido de ajuda diferenciado (ligar 112). Um dos participantes assistiu a uma PCR após a formação, e colaborou no SBV.
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