Potencial terapêutico da inibição das vias do EGFR e do checkpoint mitótico no cancro oral
DOI:
https://doi.org/10.51126/cx0hac69Palavras-chave:
Cancro oral; EGFR; KSP; Aurora B; estratégia terapêuticaResumo
Introdução: O cancro da cabeça e pescoço é o sexto mais prevalente a nível mundial, sendo o carcinoma espinocelular oral responsável por cerca de 90% dos casos (Bray F. et al., 2024). O recetor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) encontra-se frequentemente sobrexpresso nestes tumores, promovendo proliferação, sobrevivência celular e resistência terapêutica (Nandini DB. et al., 2020). Paralelamente, proteínas mitóticas como a KSP e a Aurora B regulam etapas críticas da divisão celular (Henriques AC. et al., 2019). Assim, a inibição combinada de EGFR e destas proteínas mitóticas parece constituir uma estratégia promissora, ao atuar de forma complementar em vias de sinalização proliferativas e pontos de controlo do ciclo celular, potenciando a morte tumoral e minimizando mecanismos de resistência. Objetivos: Avaliar a expressão de EGFR, KSP e Aurora B em linhas celulares de cancro oral e investigar o potencial terapêutico da combinação do inibidor de EGFR (Cetuximab) com o inibidor de KSP (Ispinesib) ou com o inibidor de Aurora B (Barasertib). Material e Métodos: A expressão de mRNA e proteína foi quantificada por qRT-PCR e Western blot, respetivamente. A viabilidade celular foi avaliada através do ensaio de citotoxicidade MTT, enquanto os efeitos terapêuticos combinatórios foram analisados com recurso ao software Combenefit®. O potencial clonogénico das células foi determinado por ensaio de formação de colónias e a indução de apoptose foi avaliada por citometria de fluxo, com recurso à marcação de Anexina V/Iodeto de Propídeo. Resultados: O EGFR, KSP e Aurora B encontram-se sobreexpressos nas células de cancro oral, comparativamente à linha celular não tumoral, de queratinócitos orais. A inibição de KSP ou Aurora B, em combinação com o Cetuximab, revelou efeitos sinérgicos nas células tumorais. Esta combinação inibiu a formação de colónias e potenciou a apoptose celular, indicando um efeito antitumoral superior comparado aos tratamentos isolados. Conclusões: Os resultados obtidos indicam que a combinação de um inibidor de EGFR com um inibidor de KSP ou Aurora B apresenta um potencial promissor como estratégia terapêutica para o cancro oral, justificando estudos pré-clínicos e clínicos adicionais.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







Endereço e contactos: